AFP
AFP

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Sauditas retomam produção e petróleo cai 6,5%

No Brasil, ANP diz que ‘não há preocupação com abastecimento, muito menos com aumento de preços’

Mateus Fagundes e Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2019 | 04h00

Os contratos futuros de petróleo fecharam a sessão de ontem em queda forte, devolvendo parte dos ganhos da véspera, em meio a especulações, posteriormente confirmadas, de restauração da oferta da Arábia Saudita. Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo Brent para novembro fechou em queda de 6,48%, a US$ 64,55. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para outubro cedeu 5,66%, a US$ 59,34 por barril.

O petróleo já havia aberto a sessão asiática em queda. Além disso, os rumores de que a Saudi Aramco restauraria a produção afetada pelo ataque às suas instalações foram crescendo ao longo da sessão. Perto do encerramento, o ministro de Energia do país, Abdulaziz bin Salman, confirmou que a oferta da commodity pelo país está sendo retomada.

Ele reforçou ainda que o país vai manter a oferta total de petróleo aos clientes neste mês. “Voltaremos a 11 milhões de barris por dia de produção de petróleo até o fim do mês.”

ANP.

No Brasil, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, afirmou ao Estadão/Broadcast que “não há motivos para preocupação com abastecimento, muito menos para aumentos de preços”, ao ser questionado se a notícia de alta do petróleo pode servir de pretexto para alguns donos de postos cobrarem mais pelos combustíveis.

Segundo o diretor-geral da ANP, é possível, sim, que isso aconteça e que é papel da agência reguladora e do Conselho Administrativo de Defesa Econômicaevitar. “Os preços dos combustíveis são livres, por lei, em todas as etapas da cadeia: produção, distribuição e revenda.”

Postos

Representante dos postos de revenda de combustíveis do Estado de São Paulo, José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro-SP, disse que os preços da gasolina e do óleo diesel vão subir apenas se a Petrobrás reajustar sua tabela nas refinarias e se as distribuidoras repassarem o aumento. Nos últimos dias, 16 funcionários do Sincopetro-SP percorreram ruas da cidade de São Paulo para ver se algum revendedor tinha reajustado seus valores. E, segundo Gouveia, não foi constatado alta de preços.

Tudo o que sabemos sobre:
Arábia Saudita [Ásia]petróleo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.