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SBM: Petrobras tende a elevar afretamento de plataforma

O diretor da SBM no Brasil, Philippe Levy, disse nesta quinta-feira, 31, que a Petrobras, por falta de caixa, tende a elevar, significativamente, o afretamento de plataformas nos próximos três a quatro anos, em detrimento de equipamento próprio. A solução é cerca de duas vezes mais cara do que a construção própria, disse.

SABRINA VALLE, Agencia Estado

31 de outubro de 2013 | 16h52

De acordo com Levy, o afretamento é uma vantagem para a Petrobras por não demandar investimento próprio, com o pagamento feito apenas quando a plataforma opera e dá resultado, numa espécie de aluguel. "Custa mais, mas no fim do dia é bom negócio", disse na conferência de petróleo OTC, no Rio.

A SBM tanto constrói plataformas para venda quanto para afretamento. A empresa prevê que a relação entre plataformas construídas para venda (turn-key) quanto para afretamento no Brasil passe de 80% no primeiro caso, e 20% no segundo, para 30%-35% e 60-65%, invertendo a relação.

A SBM tem sete plataformas operando com a Petrobras e outras três em construção para a companhia (Ilha Bela, Maricá e Saquarema). Levy diz que o afretamento é visto como uma oportunidade maior de negócio para a SBM. Para Libra, ele disse que a Petrobras tenderá a investir em plataformas de sua propriedade. Levy lembra que a contratação, prevista para começar em três anos, coincidirá com um momento em que a companhia terá maior produção de petróleo e mais caixa para investimento.

O conteúdo local médio da SBM é de 65% no Brasil, disse. De acordo com Levy, seria possível construir no Brasil até 75% das unidades, embora fosse ser mais custoso e menos competitivo. "Fazer no Brasil é obviamente mais caro do que no exterior", disse. "Quando temos 65% para entregar, não fazemos 70%, ou 75%, porque custa mais."

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