SC adere a normas de rastreabilidade para exportar ostras

Estado dobrou produção nos últimos 5 anos e produtores reclamam da indiferença do consumidor nacional

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo,

08 de março de 2008 | 17h09

A produção de ostras em Santa Catarina cresceu 25% no ano passado e chegou a 3 milhões de dúzias. O Estado responde por 90% da produção brasileira e, nos últimos cinco anos, dobrou a quantidade vendida no mercado. Apesar da boa safra de 2007, os preços não acompanharam o aumento nos custos da produção. Os produtores querem exportar, pois alegam que o consumidor brasileiro é indiferente à excelente qualidade da ostra nacional. A exemplo do que ocorre com as fazendas de gado, as fazendas do mar também enfrentam problemas com as barreiras sanitárias internacionais. A rastreabilidade que os europeus exigem dos pecuaristas também é cobrada dos produtores de ostra. Veja também: Galeria de fotos  "A diferença é que estamos avançando rapidamente no controle da produção do molusco", diz o engenheiro agrônomo Alex Alves dos Santos, extensionista em Maricultura da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Desde 2006, o órgão desenvolve com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) um projeto de certificação da qualidade das ostras da região de Florianópolis, que detém 90% da produção do Estado.  Quando o programa estiver concluído, o consumidor poderá verificar a procedência da ostra pela internet e observar detalhes do manejo. Para se cadastrar, o produtor deve atender a um conjunto de normas, avaliadas por um comitê responsável pelo fornecimento do selo de qualidade. O suporte técnico do projeto é da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com apoio da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca do governo federal.  Veja mais informações em O Estado de S. Paulo.

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