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SC e RS devem voltar a ser áreas livres de aftosa

O Comitê Veterinário de Febre Aftosado Escritório Internacional de Epizootias (OIE), que se reúne noRio de Janeiro a partir de segunda-feira, deverá devolver ostatus internacional de áreas livres de aftosa com vacinaçãopara Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que formam o CircuitoPecuário Sul. Esse status foi perdido com o retorno da doença noRio Grande do Sul em 2000. Esta será a primeira vez que o Comitê da OIE, quedelibera sobre as questões de sanidade animal em nível mundial,se reúne fora da sua sede, em Paris, desde a sua criação, emjaneiro de 1924. O relatório com as informações sobre aerradicação da doença no Sul já foi enviado ao OIE. Segundo o diretor do Departamento de Inspeção deProdutos de Origem Animal do Ministério, Rui Vargas, há 15 mesesnão é registrado nenhum foco da doença no Brasil. A inclusão deRondônia como estado livre da aftosa com vacinação, como desejao governo brasileiro, só deverá ser examinada, no entanto, emmaio de 2003, durante a reunião ordinária do comitê dosdelegados dos 162 países que integram a instituição, em Paris. A recuperação do status de livre da aftosa com vacinaçãoé muito importante para o Rio Grande do Sul, que poderá colocarnovamente seus produtos de origem animal no mercadointernacional. Com um rebanho bovino de cerca de 160 milhões decabeças, o Brasil já tem 50% do seu território e 85% desserebanho livres da aftosa. Rio Grande do Sul e Santa Catarinaforam os primeiros Estados a serem reconhecidos como livre dadoença. Internamente, chegaram a obter o título de livres daaftosa sem vacinação pelo Ministério da Agricultura. O retorno da aftosa no Rio Grande do Sul, em 2000,ocorreu quando o governo preparava a solicitação ao OIE para queos dois Estados obtivessem o reconhecimento internacional delivres da doença sem vacinação. Com a reincidência da aftosa noRS, o ministério decidiu manter Santa Catarina como área livresem imunização. E, futuramente, deverá encaminhar pedido nessesentido ao OIE. Na avaliação dos técnicos, a concessão de statusdiferenciado pelo Escritório Internacional de Epizootias nãointerfere na manutenção do atual programa brasileiro deerradicação da doença, que é desenvolvido com base nos circuitospecuários. Depois do Sul, o OIE já concedeu o título de árealivre com vacinação aos Estados que integram os circuitospecuários do Centro-Oeste e do Sudeste.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 20h31

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