SC terá corredor sanitário por nova doença do frango

Em reunião na manhã desta sexta-feira, a Secretaria da Agricultura de Santa Catarina definiu a criação de três corredores sanitários por onde poderão ser transportados produtos avícolas industrializados do Rio Grande do Sul. As rotas funcionarão nas rodovias BR 116, BR 153 e SC 480. A medida foi solicitada na última quinta-feira pelo secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Quintiliano Vieira, ao colega de Santa Catarina, Felipe Luz, depois que o Estado vizinho suspendeu temporariamente a entrada e passagem de aves e produtos avícolas gaúchos em seu território. O trânsito de aves vivas continuará proibido, informou a secretaria catarinense. A restrição de Santa Catarina foi adotada em caráter preventivo após a notificação de um foco da doença de Newcastle em criação doméstica de frangos na cidade de Vale Real (RS). Exames de laboratório identificaram o vírus causador da doença no dia 4 de julho. O governo gaúcho enviou novos documentos na quinta à noite para Santa Catarina e a liberação dos corredores sanitários foi definida em reunião do secretário com técnicos da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).Foco O foco foi encontrado em uma chácara do município de Vale Real, no Rio Grande do Sul. O último caso da doença - que, pelos sintomas, é confundida com a gripe aviária - havia sido registrado em 2001, em Goiás. Apesar de não atingir os humanos, o retorno da doença coloca em risco as exportações brasileiras de frango.A Secretaria Estadual da Agricultura e o Ministério da Agricultura estão monitorando as aves de 120 pequenas propriedades num raio de três quilômetros do foco e de 30 granjas comerciais estabelecidas a até dez quilômetros da chácara. Em nota conjunta, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef) e a Associação Gaúcha dos Avicultores (Asgav) reiteraram que todas as medidas do Plano Nacional de Contingência foram adotadas, entre as quais a destruição das aves da propriedade, desinfecção, estabelecimento de zonas de proteção e de vigilância, adoção de investigação epidemiológica e restrição ao trânsito de animais e produtos de risco na região.

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