Scania/Divulgação
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Scania retoma produção na segunda-feira e Honda estende parada por dois meses

Funcionários da fabricante de caminhões vão compensar as horas paradas e salários serão mantidos; na marca japonesa haverá suspensão de contratos e cortes de até 25%, mas salário menor será poupado

Cleide Silva, SÃO PAULO

22 de abril de 2020 | 21h22

A Scania vai retomar a produção na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, na próxima segunda-feira. Diferente de outras empresas do setor, ela não vai se valer da MP 936, que prevê redução de jornada e salários ou suspensão temporária de contratos dos funcionários.

A fabricante de caminhões e ônibus criou um banco de horas específico para o período em que os funcionários ficaram em casa por causa da pandemia da covid-19 e vão compensar os dias futuramente. Não haverá alteração nos salários, mas o coeficiente de cálculo no programa de Participação nos Resultados da Empresa (PRE) será revisto, em porcentual a ser definido, já que é calculado de acordo com a número de veículos produzidos diariamente.

O acordo foi acertado hoje em votação on line promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A empresa tem cerca de 4 mil funcionários e  está com a produção paralisada desde 30 de março.

Em nota, o vice-presidente de Recursos Humanos da Scania Latin América, Danilo Rocha, disse que, diante de um cenário mundial e de grande impacto na vida das pessoas e na economia, a empresa está dedicada “a encontrar uma solução equilibrada que seja boa para nossos colaboradores e para a sustentabilidade financeira da empresa”.

Mercedes-Benz suspende contratos em duas etapas

Já a Mercedes-Benz, a maior fabricante de caminhões e ônibus do País, retoma atividades gradualmente a partir do dia 4 de maio na fábrica de São Bernardo do Campo. O acordo fechado com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para os 8 mil trabalhadores da unidade prevê redução de jornada de trabalho e de salários em 25%, até o fim de julho, para todos o pessoal administrativo. A maior parte deverá continuar em home office.

Para o pessoal da produção será adota da suspensão temporária de contratos de trabalho, também com corte de 25% nos salários. A medida será adotada em duas etapas. Cerca de 50% dos trabalhadores ligados à produção ficará em casa entre 4 de maio e 30 de junho. Quando eles retornarem à fábrica, um segundo grupo terá os contratos suspensos entre 1º de julho a  31 de agosto.

A empresa informou que, desta maneira, “mantém seu compromisso de evitar demissões, além de assegurar a sustentabilidade do seu negócio no mercado brasileiro”.  Nas unidades do grupo em Campinas e Iracemápolis (SP) e Juiz de Fora (MG), as negociações seguem em andamento.

Outra fabricante de caminhões e ônibus que voltará a operar no dia 27 é a Volkswagen/MAN, cujo complexo que reúne um grupo de fabricantes de autopeças está instalado em Resende (RJ) e emprega 4,5 mil pessoas. O grupo está sem produzir desde 25 de março. A MAN também fechou acordo de redução de jornada e salários com os trabalhadores da área administrativa e de suspensão de contratos com o pessoal da produção. 

Honda poupa salário até R$ 3,1 mil

Já a Honda, que também previa retomar a produção na segunda-feira nas fábricas de Sumaré e Itirapina, ambas no interior de São Paulo, decidiu continuar parada por mais dois meses. Nesse período, a maior parte dos funcionários da produção terá os contratos de trabalho suspensos e os salários reduzidos em até 25%, de acordo com a faixa salarial.

Segundo a empresa, quem ganha até R$ 3.115 vai receber o valor integralmente. O acordo segue as diretrizes da MP 936 e foi negociado com os sindicatos dos metalúrgicos de Campinas e de Limeira e aprovado pelos trabalhadores em assembleia virtual.

A Honda informou, em nota, que a extensão da parada das atividades a visa assegurar a saúde e segurança dos funcionários, bem como adequar a produção à demanda atual do mercado de automóveis.

Afirmou ainda que “está, a cada momento, revisando as contramedidas em resposta aos desafios impostos pelo avanço da covid-19, priorizando a segurança e saúde das pessoas, a conformidade às diretrizes governamentais para conter o avanço da pandemia e a sustentabilidade dos negócios.

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