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Schahin: alimentação foi determinante para IPCA baixo em julho

Banco considera que vários componentes do indicador do IBGE configuraram cenário favorável para a inflação

Flavio Leonel, da Agência Estado,

07 de agosto de 2009 | 12h33

A leve queda de 0,06% verificada na média dos preços coletados do grupo Alimentação em julho foi o fator determinante para que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período mostrasse uma taxa bem mais baixa que a observada em junho. A avaliação é do economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campo Neto, que, em entrevista à Agência Estado, destacou que, vários componentes do indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) configuraram um cenário bastante favorável para a inflação no País.

 

Nesta sexta-feira, 7, o IBGE informou que o IPCA subiu 0,24% em julho. O resultado 0,12 ponto porcentual inferior ao de 0,36% de junho ficou dentro do intervalo, de 0,22% a 0,31%, das estimativas coletadas pelo AE Projeções com 30 instituições na véspera. Ficou, porém, abaixo da mediana deste intervalo (de 0,27%), já que havia uma grande quantidade de casas consultadas que esperavam uma taxa de na faixa de 0,27% a 0,31%. O Schahin, por exemplo, representava justamente o teto das previsões.

"Essa pequena deflação da Alimentação foi o principal fator de discrepância entre o resultado e a nossa projeção para o IPCA", comentou Campos Neto. "A inflação mantém um cenário bem favorável e, se não fosse a questão da energia elétrica, poderia ter sido até menor do que o número conhecido hoje", enfatizou.

 

De acordo com o economista, se a Alimentação foi o mais importante detalhe baixista da inflação de julho, o impacto do reajuste de 12,96% que a Eletropaulo realizou nas contas dos consumidores da região metropolitana de São Paulo no mês passado ficou na outra ponta, como fator de alta para o

indicador geral. De acordo com o IBGE, o item energia elétrica variou 3,25% em julho, respondeu por 0,10 ponto porcentual (40%) de todo o índice calculado e levou a Habitação para uma alta de 1,11%, ante variação de 0,27% do grupo em junho.

 

Para Silvio Campos Neto, com exceção deste fator de pressão, os demais grupos pesquisados não trouxeram fatores importantes de alta, bem como os núcleos do IPCA, que vieram mais baixos. "E o índice de difusão, pelo meu acompanhamento, foi o menor desde agosto de 2006", acrescentou.

 

Questionado sobre a expectativa para o IPCA de agosto, o economista-chefe do Schahin respondeu que a tendência é de uma taxa não muito diferente da observada em julho, sem grandes candidatos a vilão da inflação. "Ainda não temos uma previsão definida, mas, dependendo de como vão se comportar a Alimentação e o grupo Vestuário, poderemos ter até uma inflação mais baixa", opinou, lembrando que há uma tendência de existir ainda algum "resquício" do impacto do aumento da energia elétrica em São Paulo no cálculo do índice geral.

 

Para o IPCA fechado de 2009, Campos Neto não modificou sua expectativa, mesmo com o índice mais baixo que o esperado para julho. Ele continua com uma previsão de 4,40% para o indicador do ano. Para 2010, a previsão do Schahin é de uma taxa de 4,30%. Ambas as estimativas estão abaixo do centro da meta de inflação, de 4,50%, perseguido pelo Banco Central.

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