Schincariol define nova estrutura administrativa

A Schincariol anunciou nesta quarta-feira Adriano Schincariol, herdeiro do grupo, como superintendente da empresa. Ele substitui o pai Nelson Schincariol, morto em setembro do ano passado. De acordo com ele, a companhia contará agora com um conselho consultivo, responsável por analisar novos negócios e oportunidades ao grupo, cujo objetivo é gerar a cada dia mais capital e empregos ao País. Para integrá-lo, serão destacados oito executivos internos e dois conselheiros de fora da empresa. Entre os nomes já definidos está o de Francisco Flora, que era diretor comercial da companhia. Para o lugar dele irá José de Assis Carvalho, que acumulará as diretorias comercial e de Marketing. Esta última, até então, estava sob responsabilidade do próprio Adriano. "Nosso objetivo é profissionalizar cada vez mais a gestão da companhia, tanto que, a partir de agora, cada diretoria será autônoma", explica Schincariol. "Com isso, pretendemos promover o crescimento sustentável da empresa, a partir de investimentos em fábricas, sistemas de distribuição e conquista de ponto-de-venda." O executivo lembra a recente inauguração da unidade de Igrejinha (RS), que consumiu investimentos de R$ 170 milhões, acrescentando uma capacidade de 150 milhões de litros de cerveja e de 65,7 milhões de litros de refrigerantes, água e sucos. Fábrica no Norte Até o fim do ano, a empresa definirá a construção de uma nova fábrica, desta vez na região Norte, que consumirá também investimentos da ordem de R$ 170 milhões. "Provavelmente, instalaremos esta unidade na Grande Belém", confirma Schincariol. "Nossa meta é fortalecer a presença da companhia, tanto na região Norte quanto na Nordeste." Segundo o gerente de Marketing do grupo, Luiz Claudio Taya, a Schincariol já ocupa a primeira posição no ranking do Nordeste com a Nova Schin, cuja participação é de 27,9%. Na Bahia, por exemplo, esse porcentual chega a 35,4%. A companhia também se destacou no Estado de Santa Catarina, onde experimentou um crescimento de 166% entre agosto de 2003, quando foi lançada a Nova Schin, e janeiro de 2004. Lá a participação passou de 8,4% para 12,8%. No Distrito Federal, a expansão foi de 133%, enquanto na Grande São Paulo foi de 89,5%. Empresa quer reforçar marcas de refrigerante e suco Depois de ter investido pesado para crescer no segmento de cerveja ao longo de 2003, a Schincariol pretende dedicar neste ano mais atenção a outras categorias, de acordo com o novo superintendente Adriano Schincariol. "Vamos trabalhar as nossas marcas e investir no lançamento de novos produtos", comenta o executivo. Segundo dados da companhia, mesmo sem grandes investimentos nestas áreas, a Schincariol conseguiu crescer 35% em 2003 no segmento de refrigerante, no qual atua com as marcas Schin, Schin Diet, Itubaína, Tuca, Schin Tônica e Schin Citrus. A participação de mercado pulou de 2% para 2,7% no período. No segmento de sucos, em que se faz presente com o Skinka, as vendas triplicaram no ano passado, sendo que a participação de mercado saltou de 0,8% para 3%. Na avaliação da companhia, o incremento se deu pela boa aceitação do suco, que conta com adição de vitamina C. "Vamos também trabalhar para atuar de forma consistente em projetos de responsabilidade social", comenta Schincariol. "Decidimos dar mais atenção a essa área, porque entendemos que o Brasil necessita de mais ações nesse sentido". Atualmente a companhia conta com uma capacidade anual de produção de 1 bilhão de litros de refrigerantes, águas e sucos e de 2,1 bilhões de litros de cerveja. Esse volume, entretanto, deve subir para 2,73 bilhões de litros em 2004, com a inauguração de uma nova linha produtiva na fábrica de Itu, no interior paulista, que consumirá investimentos de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões. Em 2003, a companhia obteve um faturamento de R$ 1,74 bilhão, valor 93% superior ao aferido no ano anterior.

Agencia Estado,

17 Março 2004 | 13h31

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