Schwarzenegger ameaça dispensar 20 mil funcionários

Legisladores do Estado não conseguiram aprovar plano para ajudar a fechar um déficit projetado em US$ 42 bi

RICARDO GOZZI, Agencia Estado

17 de fevereiro de 2009 | 12h06

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, avisou que 20 mil funcionários do governo começariam a receber cartas de dispensa de suas funções, depois de os legisladores do Estado não terem conseguido aprovar um plano para ajudar a fechar um déficit orçamentário estadual projetado em US$ 42 bilhões.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  A mais recente ameaça do governador foi feita no fim da noite de ontem, quando os parlamentares californianos encerraram uma sessão sem aprovar uma proposta exaustivamente negociada por Schwarzenegger e líderes políticos por meio da qual haveria elevação de impostos da ordem de US$ 14 bilhões e cortes de despesas de US$ 15 bilhões.Cerca de 10 mil desses trabalhadores que receberem as cartas de dispensa poderão ter suas funções eliminadas até 1º de julho de 2009. Funcionários do governo disseram que as dispensas poderiam gerar uma economia anual de US$ 750 milhões para os cofres da Califórnia.O governador já havia ameaçado enviar as cartas de dispensa na última sexta-feira (dia 13), mas não o fez em meio a esperanças de que o plano orçamentário poderia ser aprovado durante o fim de semana. No entanto, faltou um voto no Senado estadual para que os novos impostos fossem aprovados, entre eles uma elevação temporária de 1% do imposto sobre vendas no Estado e a criação de uma taxa de US$ 0,12 por galão de gasolina vendido.Exaustivas rodadas de negociação terminaram sem que houvesse solução para o impasse. "Na ausência de um orçamento, o governador tem a responsabilidade de economizar dinheiro da forma que for possível", declarou Aaron McLear, porta-voz de Schwarzenegger.John Chiang, controlador-geral da Califórnia, já havia adiado o pagamento de restituições de impostos porque os cofres do Estado estavam sem dinheiro e advertido que em breve se veria obrigado a suspender pagamentos de contas e a liberação de recursos para obras e serviços públicos. As informações são da Dow Jones.

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