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Se combustível subir, IGP-M acomoda reajuste, diz FGV

Um eventual reajuste nos preços dos combustíveis, especialmente no do diesel, não deve ser desprezado e pode pressionar a inflação no atacado, mas não a ponto de preocupar. A avaliação é do economista e coordenador dos índices gerais de preços (IGPs) da Fundação Getulio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

MARIA REGINA SILVA, Agencia Estado

29 de agosto de 2013 | 17h17

De acordo com o economista, como está desacelerando o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), divulgado nesta quinta-feira, haveria espaço para algum aumento dos combustíveis. "É difícil medir o impacto, pois é indireto. Mesmo que aconteça, tem um espaço bom, uma folga. O IGP-M em 12 meses está historicamente baixo em relação a agosto do ano passado e ainda não terminou o ciclo. Então, pode acomodar algum reajuste", declarou, ao se referir à taxa de 3,85% do IGP-M acumulado em 12 meses até agosto, contra 7,72% apurada em igual período de 2012.

Segundo o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), enquanto a gasolina pesa apenas 1,62% na composição da inflação no atacado medida pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o diesel tem participação de 3,13%. "O diesel pesa bastante no IPA. Cada ponto porcentual de reajuste do combustível ao produtor corresponderia a aumento de 0,03 ponto", explicou.

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