Se crise atingir o País, ministérios podem ser afetados, diz Lula

'Se a União arrecadar menos, vai ter menos dinheiro para todo mundo. Não vai ter ilusão aqui', afirma presidente

Anne Warth, da Agência Estado,

21 de outubro de 2008 | 13h15

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta terça-feira, 21, que não pode garantir que vai manter a quantidade de recursos de cada ministério caso a crise no sistema financeiro abale o País. Apesar disso, ele ponderou que se isso acontecer, os efeitos serão muito menores do que nos países em que os problemas tiveram origem.   Veja também: Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise      "Eu não posso assumir compromisso com vocês de que, se houver uma crise econômica que abale o Brasil, a gente vai manter todo o dinheiro de todos os ministérios como está. Até porque se a União arrecadar menos, vai ter menos dinheiro para todo mundo. Não vai ter ilusão aqui", disse ele. "Mas é importante que a gente tenha em conta que essa crise pode chegar ao Brasil muito mais leve do que ela chegou nos países de origem", acrescentou.   Durante a comemoração dos 60 anos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na capital paulista, Lula reconheceu que, caso haja uma recessão nos países desenvolvidos, as exportações brasileiras sofrerão uma redução, mas a diversificação da pauta e dos mercados consumidores dos produtos brasileiros devem minimizar esse eventual impacto.   O presidente destacou que as medidas anunciadas pelo governo norte-americano, que decidiu comprar ações de bancos privados em vez de apenas dar dinheiro a essas instituições, representam um marco no sistema. "O coração do regime capitalista começa a ter um gostinho pelo papel do Estado, que volta a ser importante depois de ter sido desmoralizado nos últimos 30 anos", completou.

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