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'Se deixarmos a economia parar, estamos desgraçados', diz Lula

Presidente tem estimulado governadores e prefeitos a não interromper obras e a não diminuir investimentos

Raquel Massote, da Agência Estado,

12 de dezembro de 2008 | 13h53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 12, que tem dito a todos os governadores e prefeitos para não interromper nenhuma obra e não diminuir os investimentos previstos, porque a manutenção dos projetos significará a continuação da geração de empregos. "Se a gente permitir que a economia pare, estamos desgraçados", disse o presidente em discurso na entrega de apartamentos na Vila Fátima, em Belo Horizonte.   Veja também: Governo investirá em construção e transporte para puxar PIB Governo muda IR e corta IOF para aumentar consumo  Calcule como fica o IR do seu salário, IOF e IPI   De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Para o presidente, a manutenção dos investimentos dos governos também vão estimular a economia. "Por isso nós tomamos uma atitude de não parar nenhuma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)." Lula disse ainda que Brasil é o país que tem apresentado menos problemas decorrentes da crise financeira global. Ele aproveitou para destacar as medidas do governo para prevenir os efeitos da crise. "Todas as medidas que estamos tomando são para facilitar o crédito."   No discurso feito aos trabalhadores do Aglomerado da Serra, na zona Sul de Belo Horizonte, Lula disse que em função das notícias que vêm sendo publicadas, a população tem reduzido o consumo com medo de perder o emprego, "mas a lógica perversa da economia" é que, se não houver consumo, vai haver desemprego. No entanto, ele reiterou que a economia brasileira é madura. "Temos reservas cambiais, temos dinheiro no Tesouro para financiar o crédito."   O presidente mandou um recado aos bancos brasileiros. "Os bancos têm que baixar os juros e a indústria teria que baixar o preço dos produtos para que o número de prestações caiba no bolso do consumidor. Porque se não agir assim, a economia vai parar, aí sim vão perder o emprego."   Lula lembrou que o Brasil tem apresentado os menores índices de desemprego da história desde que o índice começou a ser medido, e que o País tem tido os maiores níveis de investimento em infra-estrutura desde o governo Geisel. "Temos que trabalhar para que essa crise não permita que haja retrocesso no Brasil." Mais uma vez, o presidente enfatizou que existem pessoas que torcem para que as coisas dêem errado e para que a crise derrote o governo. No entanto, de acordo com ele, "se a crise vier, o derrotado não será o governo, será o País".   Lula afirmou que na reunião de quinta-feira, 11, em Brasília, com grandes empresários do País, disse aos presentes que para enfrentar a conjuntura atual cada um tem que fazer sua parte, assim como os governos estaduais, municipais e os trabalhadores. O ideal, afirmou, é que todos façam o que têm de fazer, para que o Brasil perca o menos possível.   Ao final do discurso, o presidente enfatizou seu gosto por desafios: "A coisa que mais gosto é ser provocado. Eu estou sendo provocado por uma crise mundial que não tem nada a ver com o País". E garantiu que o Brasil vai vencer a crise: "Vamos sair muito mais bem preparados do que quando entramos nela".

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