'Se depender da minha vontade, Meirelles fica até final do mandato', diz Lula

Presidente diz que atuação do presidente do Banco Central 'tem sido fundamental para o processo de controle da inflação'

Tânia Monteiro, enviada especial,

12 de fevereiro de 2010 | 11h21

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta quarta-feira que chamou, na semana passada, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, para dizer que queria que ele ficasse até o final do governo no cargo ou até o dia 2 de abril, se ele decidir por alguma candidatura. Em outra entrevista, a um jornal local, Lula disse que a candidatura de vice na coligação a ser encabeçada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é uma questão do PMDB. "As coisas ainda não estão maduras, mas estão encaminhando para o amadurecimento", disse.

 

O presidente Lula elogiou a atuação de Meirelles à frente do BC, lembrou que está com ele desde o primeiro dia do mandato. "E, se depender da minha vontade, continua até o último dia deste segundo mandato", completou. Ainda na entrevista a um jornal goiano, Lula declarou que "o desempenho de Meirelles à frente do BC, merecedor de todos os elogios, tem sido fundamental para o processo de controle da inflação". Lula ressalvou, no entanto, que a decisão de continuar no posto atual ou se desincompatibilizar para disputar algum cargo político cabe a Meirelles tomar. "Quanto à candidatura a vice-presidente (na chapa de Dilma) não cabe a mim decidir e sim à candidata e ao PMDB".

 

Sobre aliança em Goiás para evitar que haja dois palanques no Estado, o presidente disse que considera "ideal" que a aliança construída na esfera federal possa se reproduzir nos níveis regionais, justificando que isso seria importante para unificar a base eleitoral. "Eu prefiro que o PP do governador Alcides Rodrigues e o PMDB do prefeito Iris Rezende se juntem e formem uma aliança, que aumente as suas chances localmente e fortaleça a candidatura à presidência. Nem sempre, no entanto, o ideal combina com o possível", disse.

 

Lula lembrou que, em muitos Estados, o histórico de disputa dos partidos dificulta a união no nível do poder local, ressalvando, no entanto, que isso não ocorreu em Goiás. Para o presidente, essa disputa eleitoral local não é nenhum bicho de sete cabeças. "Em eleições anteriores, nós tivemos exemplo de partidos com coligações que concorrem no nível estadual e permaneceram afinados quanto à disputa nacional", disse. 

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