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Se está caro, a solução é rodar menos

Produtora de acerola mudou formato das embalagens para ocupar melhor os caminhões

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2016 | 03h00

A alta dos combustíveis no ano passado exigiu uma ação rápida da americana Amway para não comprometer a competitividade de seus produtos. A empresa é dona de uma fazenda na cidade de Ubajara, no interior do Piauí, que produz acerola. Cerca de 90% da colheita da fruta, transformada em pó, é exportada e usada como matéria-prima para a fabricação de Vitamina C e suplementos alimentares.

A logística tem um peso importante nos custos da companhia, afirma o gerente geral da Fazenda Nutrilite, João Leone. Ele explica que há duas frentes de logísticas na operação. Uma refere-se às compras da companhia, seja de matéria-prima (acerola de outros produtores) ou de insumos agrícolas. Na outra ponta, estão todas as vendas do produto. “Nos dois casos dependemos muito do transporte rodoviário.”

Segundo ele, 100% das exportações saem do Brasil via Porto de Pecém, no Ceará. Da fazenda até o navio, o produto percorre cerca de 500 quilômetros de caminhão pelas rodovias da região. “Com o aumento dos combustíveis – que no Nordeste custam cerca de 35% mais que em São Paulo – e as condições ruins das estradas, o custo logístico da empresa subiu 8,9% no ano passado”, diz ele.

Mudança na embalagem. Para conter o avanço dos gastos, eles decidiram implementar uma ideia simples, mas que dependia da compreensão dos importadores: a mudança das embalagens.

De acordo com o padrão internacional, a exportação dos produtores tinha de ser feita em tambores. Mas, por causa do formato dos tambores, os contêineres não seguiam viagem totalmente cheios. Agora os produtos começam a ser transportados em caixas. Leone afirma que o objetivo é reduzir em 40% o número de caminhões e em 30% o custo logístico. “Essa é a nossa meta inicial. Vamos aguardar para ver os primeiros resultados.”

 

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