Se houver alta, será imperceptível nas bombas, diz Lobão

Ministro não confirmou o reajuste de combustíveis, mas disse que Petrobras sofre perda no mercado interno

MARCO BRITTO, Agencia Estado

28 de abril de 2008 | 18h22

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta segunda-feira, 28, em entrevista coletiva à imprensa que se a Petrobras realmente decidir subir o preço do barril de petróleo nas refinarias "não haverá aumento perceptível no preço do combustível nas bombas." Veja também:Receita da Petrobras pode subir até R$6bi com ajusteCálculo da Petrobras prevê reajuste de 5% da gasolinaLula nega que tenha sinalizado aumento de combustívelLobão passou a tarde em Florianópolis, e falou à imprensa durante a posse da nova diretoria da Eletrosul, empresa do grupo Eletrobrás, responsável pela distribuição de energia nos três Estados da Região Sul e também em Mato Grosso do Sul. Os empossados foram o ex-presidente do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) Eurides Mescolotto, como presidente, e Paulo Afonso Vieira, ex-governador de Santa Catarina e deputado federal até 2007, como diretor.O ministro Lobão não confirmou o reajuste de combustíveis, embora tenha dito que a Petrobras está sofrendo uma perda de fôlego no mercado interno, prejudicada pela constante elevação do petróleo no mercado internacional. "Se houver reajuste, será estabelecido nesta semana", assegurou, sem se posicionar sobre elevação de 5% que vem sendo especulada.São PauloLobão falou novamente sobre a situação da Eletropaulo, mas não apresentou medidas concretas. De acordo com o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, a rede de distribuição da capital paulista apresenta um defeito a cada 500 metros na linha de distribuição. "Técnicos do Ministério de Minas e Energia e o governo do Estado estão trabalhando em conjunto para tomar todas as providências necessárias em relação à Eletropaulo", disse. Na semana passada, Lobão cogitou antecipar a realização dos leilões das obras do sistema de transmissão de energia elétrica no Estado de São Paulo, marcados para 27 de junho.Apagão "Esta palavra não existe no dicionário do governo", disse Lobão sobre a possibilidade de um novo apagão. De acordo com o ministro, até 2009 não haverá sequer racionamentos de energia elétrica em nenhuma parte do País.JirauA Eletrobrás irá participar do leilão da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, programado para 12 de maio. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Astrogildo Quental, os consórcios entre as empresas do grupo com instituições privadas serão definidos nesta semana. Segundo Quental, como ocorreu no leilão da usina de Santo Antônio, também no Rio Madeira, o consórcio vitorioso será o que apresentar a tarifa mais baixa para a comercialização de energia elétrica. 

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