'Se mudar para o spot, será na queda e na subida'

O diretor executivo de marketing, vendas e estratégia da Vale, José Carlos Martins, garantiu que a companhia está preparada para disputar preços do minério de ferro no mercado à vista (spot). "Não temos dogmas na companhia com relação a isso", afirmou. Mas o executivo deixou claro que, se os clientes forçarem o fim do atual sistema de reajuste trimestral não haverá mais volta. "Se for escolhida uma mudança, valerá para o futuro. (...) Não dá para trabalhar com preço à vista quando o preço cai e um contrato fixo quando o minério sobe. Se mudar para spot, será na queda e na subida."

O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2011 | 03h05

Martins conta que as siderúrgicas chinesas são as mais dispostas a migrar para um sistema de preços à vista. Ele aproveitou para negar que a estratégia da companhia de desviar mais navios para a China seja responsável pela atual queda no preço do insumo no mercado à vista chinês, como disse esta semana um diretor da rival Rio Tinto. "Não são dois ou três navios que vão ter impacto no preço na China."

Segundo ele, esses navios adicionais representam um volume de 500 mil ou 600 mil toneladas por mês, o que, para o executivo, é pouco diante de um mercado que movimenta 1 bilhão de toneladas. / M.C. e F.G.

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