Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Se não acontecer agora, vamos trabalhar para aprovar a Previdência em 2018, diz Meirelles

Para o ministro da Fazenda, o governo irá garantir que a votação da proposta aconteça no 'início da próxima legislatura em 2018'

Eduardo Laguna e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 15h40

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira, 12, que, se a reforma da Previdência não for votada na semana que vem, o governo vai trabalhar para que a votação ocorra no início de 2018.

++Veja o Placar de intenção de votos na reforma da Previdência

"Se não acontecer agora, vamos todos trabalhar para que votação se dê no início da próxima legislatura em 2018", disse Meirelles em discurso proferido no almoço da Febraban.

Ele lembrou que as discussões da matéria na Câmara começam na quinta-feira e disse que o ideal seria colocar a proposta de emenda constitucional à votação na semana que vem. Ponderou, porém, que o Congresso é soberano em estabelecer a velocidade de tramitação da matéria.

++Leia mais notícias sobre a reforma da Previdência

O ministro ressaltou que, uma vez aprovada a reforma, o potencial de crescimento da economia brasileira deve alcançar 3,5%. Sem ela, a tendência é que o País cresça acima de 2% ao ano nos próximos anos.

Fevereiro.  O presidente Michel Temer também admitiu hoje que, se o governo não tiver os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras para se aposentar no Brasil ficará para fevereiro.

Em almoço oferecido ao presidente da Macedônia Gjorge Ivanov, Temer confirmou que a discussão sobre o texto começará nesta quinta-feira, 14, na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o governo vai avaliar até segunda-feira, 18, se tem a quantidade mínima de votos necessários para aprovar a proposta. Caso contrário, as discussões serão encerradas na Câmara e a votação ficará para fevereiro de 2018. "Em outro cenário", afirmou.

O presidente disse que, até segunda-feira, não haverá decisão se a PEC será votada no plenário. "A não ser que na quinta-feira tenha uma avalancha de votos", afirmou. Ele afirmou que o texto não será votado sem a garantia de vitória. "Não se submete os deputados a esse constrangimento. Tendo os votos necessários, acredito ser possível".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.