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Reed Saxon/ AP
Reed Saxon/ AP

Se necessário, Fed pode voltar a estimular a economia, diz Bernanke

O presidente do BC americano sinalizou, no entanto, que os EUA podem não precisar de ajuda

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

27 de agosto de 2010 | 11h10

O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse estar pronto para fazer o que for necessário para dar sustentação à recuperação econômica dos EUA, que perde fôlego, mas evitou afirmar se o Fed irá agir.

Em discurso (veja a íntegra, em inglês) preparado para o encontro anual de dois dias dos representantes dos maiores bancos centrais do mundo, em Jackson Hole, Bernanke afirmou que a economia dos EUA deve continuar crescendo em 2011 e nos anos seguintes, sinalizando que uma nova ação do Fed pode não ser necessária. No início da tarde desta sexta-feira, 27, o tópico 'Bernanke' estava entre os mais comentados pelo Twitter mundialmente.

Ainda assim, o presidente do Fed destacou que o banco central norte-americano está pronto para agir se necessário para impulsionar a economia e evitar a deflação - que ele acredita não representar um grande risco nesse momento.

"Em particular, o comitê (de mercado aberto do Fed) está preparado para oferecer acomodação monetária adicional, por meio de medidas não convencionais, se ficar evidente que é necessário, especialmente havendo deterioração significante das perspectivas (econômicas)", disse Bernanke.

'Há várias opções para ajudar na recuperação econômica'

Bernanke disse que o Fed tem vários opções disponíveis para sustentar a economia, mas acrescentou haver benefícios e custos em cada uma delas. Ele afirmou que as autoridades do Fed não chegaram a um consenso ainda sobre o que levaria o Fed a tomar uma atitude adicional.

Bernanke disse que novas compras de ativos de longo prazo poderiam flexibilizar ainda mais as condições financeiras, mas acrescentou haver riscos envolvidos. Segundo ele, o Fed poderia sinalizar que manterá as taxas de juro de curto prazo próximo a zero por um período mais longo do que o atualmente previsto pelos mercados. Bernanke descartou a eficiência de um terceiro instrumento, que reduzisse o juro que o Fed paga para os bancos para que mantenham o excesso de suas reservas no banco central.

"Se alguma ação adicional se mostrar necessária, há opções disponíveis para oferecer estímulo adicional", afirmou Bernanke. "A utilização de qualquer uma dessas opções exige uma comparação cuidadosa dos benefícios em relação aos custos", acrescentou.

O Fed comprou US$ 1,7 trilhão em ativos para combater a crise financeira, em um programa que foi encerrado em março. As compras sustentaram a economia, ajudando a manter as taxas de empréstimo hipotecárias e de longo prazo baixas. As informações são da Dow Jones.

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