Se partidos fecharem questão, aprovação da Previdência é 'perfeitamente possível', diz Padilha

Ministro da Casa Civil diz que governo está otimista em relação à reforma das regras para aposentadoria

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

03 Dezembro 2017 | 22h47

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ao Estado que o governo saiu mais otimista da reunião para discutir a reforma da Previdência e afirmou que os partidos conversaram sobre a possibilidade de fechamento de questão a favor da reforma.

“Em ocorrendo o fechamento de questão, nos partidos da base e nos demais partidos comprometidos com o equilíbrio fiscal, a aprovação da reforma da Previdência é perfeitamente possível”, afirmou.

Anfitrião do jantar promovido neste domingo, 3, com o presidente Michel Temer para discutir a reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que os líderes e presidentes de partidos convidados mostraram que tem um “compromisso” de trabalhar com suas bancadas ao longo da semana para verificar a viabilidade da votação ainda este ano. 

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Maia citou que os partidos presentes somam 320 deputados, disse que alguns vão avaliar a possibilidade de fechamento de questão, mas preferiu não falar se vai marcar a data da votação mesmo sem a certeza dos votos.

Segundo Maia, o encontro deste domingo serviu para “organizar” a base e deu certo otimismo para o governo. “Saí da reunião de hoje com uma expectativa muito grande de conseguir reunir os votos destes partidos, que somam mais de 320 votos. Acho que a gente passa de forma organizada a ter condições de trabalhar a votação da reforma da Previdência”, disse o presidente da Câmara.

A avaliação feita é de que com o fechamento de questão dos partidos da base e de parlamentares de oposição que podem votar a favor da matéria o governo pode ter pouco mais de 370 votos.

Segundo relatos de pessoas que participaram do jantar, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que já poderia garantir os votos de sua sigla e deu garantias de lutar pelo fechamento de questão. O presidente do PSDB, Alberto Goldman, segundo relatos, também disse que iria tentar buscar um consenso em reunião com as bancadas do partido.

Diante do empenho dos aliados, o líder do PMDB, Baleia Rossi, disse que conversaria com o senador Romero Jucá para avaliar a possibilidade de que o partido de Temer também “dê o exemplo”.

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Dinâmica. No jantar, Maia e Temer foram os que mais falaram. O presidente da Câmara fez a defesa da reforma com números levantados por sua assessoria econômica e Temer fez uma espécie de cronologia das reformas e fez o apelo para que a Previdência também avance.

A avaliação dos presentes, segundo relatos, é de que a resistência ao tema mudou e que hoje há uma “consciência melhor” da necessidade da aprovação da matéria. “Do ponto de vista da comunicação o ambiente melhorou muito”, disse uma fonte.

Durante o jantar, os aliados comemoram a derrubada da decisão que proibia a veiculação da propaganda da Previdência.

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