Adriano Machado/Reuters
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'Se tudo correr de acordo, há expectativa de redução moderada do juro em 2018', diz presidente do BC

Ilan Goldfajn repetiu a comunicação da última reunião que indica que o Comitê deverá acompanhar as projeções de inflação e atividade, entre outros, além dos riscos que estão à volta antes de tomar uma decisão em fevereiro

Fernando Nakagawa e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2017 | 13h40

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, repetiu a mensagem citada na ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que indicou que "há expectativa de redução moderada adicional (do juro) no ano que vem". Ilan reconhece, porém, que há mais riscos no cenário futuro para o trabalho do BC. 

"Se tudo correr de acordo, apesar de termos mais incertezas no ano que vem, sinalizamos que há expectativa de redução moderada adicional no ano que vem", disse em palestra durante evento "Correio Debate 2018" organizado pelo jornal Correio Braziliense na capital federal. Na comunicação do BC, a casa cita "como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária". 

Ilan Goldfajn repetiu a comunicação da última reunião que indica que o Comitê deverá acompanhar as projeções de inflação e atividade, entre outros, além dos riscos que estão à volta antes de tomar uma decisão em fevereiro. 

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Sobre os riscos, Ilan repetiu a mensagem de que um risco à redução do juro é a tramitação da agenda de ajustes estruturais da economia. O presidente do BC citou apenas que a hipótese de não avanço da agenda de reformas aparece como um risco para a economia. 

Além disso, notou que o cenário externo pode gerar risco se houver algum fato novo e inesperado. Outro risco é a persistência da inflação baixa por mais tempo que o avaliado pela instituição. 

O presidente do BC nota que, diante da queda do juro recente, a taxa real tem girado abaixo de 3% ao ano, novo mínimo histórico. "O juro real ainda é alto, mas está nos valores mínimos históricos", citou, ao lembrar que isso ajuda na retomada da economia. 

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