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"Se Varig falir, paciência", diz ministro da Defesa

O ministro da Defesa, Waldir Pires, disse hoje que não deseja que a Varig entre em falência, mas completou: "se entrar, paciência. As pessoas vivem, as pessoas morrem. Assim também as empresas. Mas se for possível salvá-la, vamos tentar salvá-la". O ministro disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha "com muito empenho" a negociação para a venda da Varig. Waldir Pires considerou natural a decisão do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara empresarial do Rio de Janeiro, que cuida do processo de recuperação da Varig , de conceder um prazo de 72 horas para que os Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) - consórcio que fez a única proposta no leilão da empresa - deposite os recursos para a efetivação do negócio. "Acho que ele faz bem. A realidade é que se a falência pode ser evitada, que ela seja.", afirmou.Ontem, Ayoub homologou a compra da Varig pelo TGV, mas deu um ultimato para que a Empresa Nova Varig (NV), criada para representar o TGV no leilão da companhia, consolide a operação. Isso porque, até sexta-feira, o TGV deverá depositar a primeira parcela, de US$ 75 milhões (cerca de R$ 169 milhões) para efetivar a compra. Caso contrário, será imediatamente programado um novo leilão.Waldir Pires não quis, no entanto, opinar se o TGV terá condições para honrar o pagamento. Questionado se o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) pode ajudar, o ministro disse que o banco é competente e tem feito o possível para ajudar a Varig. Ele ressaltou que o governo tem dado essa demonstração de possível ajuda. "Mas temos dito também que tudo tem que ser feito dentro da lei. Fora da lei não podemos".ExpectativaPela manhã, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse à Agência Estado, no Rio de Janeiro, que a grande expectativa da empresa é saber se o consórcio formado pelo TGV e investidores terá condições de cumprir a determinação judicial de pagamento, em 72 horas, de US$ 75 milhões, para efetivar a compra da companhia aérea. Do contrário, a Infraero teme que possa haver um colapso na empresa. O brigadeiro informou que a Infraero está tomando precauções para o caso de possíveis tumultos nos aeroportos, na tentativa de buscar o melhor atendimento aos passageiros. Outra preocupação da Infraero é com relação aos aviões da Varig, no caso de a empresa aérea deixar de voar. O medo se baseia na possibilidade de ocorrer o mesmo que aconteceu com os aviões da Vasp e da Transbrasil, que ficaram parados em aeroportos de grande porte, atrapalhando o tráfego.Taxa de embarqueNesta terça, o brigadeiro participa de uma reunião com o Conselho Administrativo, no Ministério da Defesa. O objetivo é discutir, entre outros assuntos, a exigência de pagamento à vista da taxa de embarque que a Varig está cobrando dos passageiros, mas não está repassando à Infraero, caracterizando apropriação indébita.Segundo ele, a Polícia Federal do Rio de Janeiro já recebeu orientação do Ministério Público para trabalhar na denúncia de apropriação indébita da taxa. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também participa, no Ministério da Defesa, de reunião com presidentes das companhias aéreas para discutir um plano de contingência.

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