Seade e Dieese esperam queda do desemprego em maio

Os técnicos da Fundação Seade e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) projetaram queda no desemprego em maio na Grande São Paulo, após registrar três meses consecutivos de alta, posicionando-se em 17,5% da População Economicamente Ativa (PEA), em abril. "É provável que o desemprego caia em maio, se for confirmado o atual patamar de geração de postos de trabalho", disse o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.Ele qualificou como "muito forte" o saldo de 69 mil vagas criadas na região em abril ante março. "Ainda colhemos os bons resultados do crescimento econômico de 2004, com alta de 5,2% do PIB brasileiro e de 7,6% do PIB paulista", afirmou Lúcio. "Nos próximos 12 meses, devemos ter crescimento de postos de trabalho, talvez, não na mesma magnitude do ano passado, mas ainda com crescimento", complementou.O coordenador de Análise de Pesquisas do Seade, Alexandre Loloian, ressalvou, entretanto a ver "sinais contraditórios" na economia brasileira, o que poderá se refletir no comportamento do emprego. "Não é algo impune deixar o câmbio se valorizar de uma hora para outra, assim como não há impunidade em elevar os juros por nove vezes consecutivas. Isso pode se refletir na percepção de investimento", alertou.Por enquanto, os técnicos das instituições ainda preferem manter projeções positivas, com base na manutenção do crescimento de consumo no mercado doméstico vinculado ao aumento de renda. "O reflexo do crédito tem aparecido, ora na indústria, com a geração de postos em segmentos, como o de Alimentos, ora no comércio, ora em serviços. O crescimento industrial deve continuar, mas ainda depende de uma série de variáveis", alertou Loloian.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.