Seade e Dieese projetam queda do desemprego nos próximos meses

Técnicos da Fundação Seade e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômico (Dieese) projetaram hoje queda do desemprego na Grande São Paulo para os próximos meses, caso o crescimento econômico seja mantido. "Se o dinamismo atual da economia for mantido, isso deverá resultar na continuação da queda do desemprego", afirmou o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.O segundo semestre, conforme mostra a série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) desenvolvida pelas duas instituições, mostra que o segundo semestre costuma ser período de redução do desemprego, por conta das campanhas salariais e maior disponibilidade de renda dos trabalhadores com o 13º salário e também pelo aquecimento da economia com a chegada das festas de fim de ano, algo que exige adequações da produção industrial e de atendimento ao público pelo comércio."Nos últimos meses, as curvas de produção e de geração de emprego estão na mesma direção", observou o coordenador da PED, pelo lado do Seade, Alexandre Loloian.Outra hipótese levantada pelos especialistas para justificar a queda do desemprego está na relação entre a População em Idade Ativa (PIA), pessoas com idade de 10 anos ou mais, e a População Economicamente Ativa (PEA), atuante no mercado de trabalho. A População Economicamente Ativa é uma parcela da População em Idade Ativa que está ocupada ou desempregadaEm julho, essa relação esteve em 64, um dos índices mais altos da pesquisa - o recorde foi de 64,3, em junho passado - e, com o aumento da renda média dos trabalhadores, os técnicos descartam o ingresso de pessoas no mercado de trabalho além do padrão convencional de crescimento da PEA, a cada ano.RendaO diretor do Dieese também comentou o crescimento dos rendimentos dos trabalhadores em junho, pelo segundo mês consecutivo. "Saímos de uma situação muito baixa, mas acredito que as negociações coletivas, com ganhos reais de salário, influíram na melhora (dos rendimentos)", salientou.Levantamento prévio do Dieese revela que 79% dos acordos e convenções coletivas das categorias com data-base no primeiro semestre desse ano obtiveram, no mínimo, correção salarial do INPC. Para o segundo semestre, a expectativa dos técnicos é de melhora da renda, com um maior porcentual de negociações coletivas resultando em aumentos reais de salário.

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