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Seade/Dieese: comércio puxa emprego de São Paulo

O setor de comércio está mudando de perfil e é a principal explicação para a estabilidade da taxa de desemprego em janeiro em 13,6% (13,5% em dezembro) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Há pelo menos três anos, o comércio vem se mantendo aquecido na região em janeiro, segundo os pesquisadores do Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que divulgaram hoje as pesquisas mensais de Emprego e Desemprego, com o melhor porcentual para janeiro desde 1997. Até a metade desta década, o comportamento mais comum do comércio era de redução de empregos nos primeiros meses do ano, sobretudo por conta das demissões dos contratos temporários de fim de ano. Embora o cenário esteja mais positivo, os rendimentos médios reais "insistem em não crescer".Em janeiro, o nível de ocupação do comércio cresceu 1,1% sobre dezembro, alta pelo terceiro mês consecutivo. A indústria, na mesma base de comparação, registrou queda de 1,8%, e os serviços registraram relativa estabilidade, com variação positiva de apenas 0,1%. "O que vemos agora é uma ampla gama de promoções, não só em São Paulo, mas também em outras partes do País", disse Alexandre Loloyan, coordenador da pesquisa pelo Seade. Por conta do aumento da oferta de crédito, muitas lojas aproveitam as férias, quando as famílias vão passear nos shoppings, para manter o aquecimento das vendas geralmente registrado no fim do ano. A tendência deve continuar em fevereiro.Segundo Loloyan, duas outras questões devem ser destacadas sobre a taxa de desemprego na RMSP. Na ponta positiva, houve crescimento de 7,2% no emprego com carteira assinada do setor privado entre janeiro de 2007 e janeiro de 2008, o que mostra a maior formalização do emprego na região.Dentro de todo esse quadro mais positivo para o desemprego, a pesquisa destacou a queda nos rendimentos médios reais de ocupados e assalariados em 1,8% em dezembro na comparação com novembro. Em relação a dezembro do ano passado, a queda foi de 3,2%. A explicação principal é que ainda há 1,402 milhão de pessoas desempregadas em São Paulo, ou um excedente disponível de trabalhadores que faz com que as empresas contratem novos funcionários com salários mais baixos. "A economia não tem gerado bons empregos, com salários elevados", disse.

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