Seade/Dieese: desemprego em SP recua para 10,2% em junho

A taxa de desemprego no município de São Paulo ficou em 10,2% em junho, a menor para este mês desde 1989, quando foi de 8,9%, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta quarta-feira, 31, pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), a taxa de desemprego ficou em 11,3%. Tirando junho de 2012 (11,2%) e de 2011 (11%), a taxa na RMSP também é a menor desde 1989 (9,7%).

RENAN CARREIRA, Agencia Estado

31 de julho de 2013 | 12h05

O coordenador da pesquisa da Fundação Seade, Alexandre Loloian, disse que esperava resultados menos expressivos devido aos números da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada no último dia 24 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego apurada pelo órgão subiu de 5,8% em maio para 6% em junho. "Apesar do alarmismo que se fez em torno dos números do IBGE, o desemprego não está ruim pela nossa análise."

Sobre a taxa de desemprego em junho na capital paulista, Loloian afirmou não saber dizer o que a levou a ser a menor para junho desde 1989. "Uma das hipóteses é de que a indústria melhorou um pouco e o comércio e os serviços também tiveram boa participação."

Segundo o coordenador da PED, a tendência para o segundo semestre é de que a taxa de desemprego na RMSP registre variações negativas. "Nada muito expressivo, mas deve fechar o ano um pouco mais baixa. É uma questão sazonal. O segundo semestre costuma ser melhor."

A economista Ana Maria Belavenuto, técnica do Dieese, também acredita nessa tendência para o conjunto das sete regiões metropolitanas onde a PED é realizada: Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. "O que acontece em São Paulo acaba se refletindo nas demais regiões", afirmou. A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões passou de 11,2% em maio para 10,9% em junho.

Loloian chamou a atenção ainda para o rendimento médio real dos ocupados na RMSP, que subiu 1,5% em maio ante abril. "Essa é uma boa notícia, já que o rendimento vinha caindo desde outubro do ano passado."

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