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Desemprego na Região Metropolitana de SP sobe para 12,4% e rendimento tem queda

Em março, taxa havia sido de 11,4%; renda média real dos assalariados recuou 8,1% em um ano

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

27 Maio 2015 | 10h01

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo subiu para 12,4% em abril, ante 11,4% em março e 11,6% no mesmo mês do ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira, 27, pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

No mês passado, o total de desempregados foi estimado em 1,367 milhão de pessoas, 121 mil a mais do que em março. Esse resultado decorreu do crescimento de 0,9% da População Economicamente Ativa (PEA), após 96 mil pessoas passarem a fazer parte da força de trabalho na região, e da "ligeira redução", de 0,3%, do nível de ocupação, estimado em 9,659 milhões de pessoas depois da eliminação de 25 mil postos de trabalho.

Sob a ótica setorial, a leve queda do nível de ocupação decorreu de reduções nos setores de Indústria de Transformação (-3,2%, equivalente a eliminação de 52 mil postos de trabalho) e, em menor medida, em Serviços (-0,4%, ou 24 mil vagas eliminadas) e da "relativa estabilidade" nos setores de Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-0,2%, ou 4 mil postos fechados); quedas não compensadas pelo aumento de 7,1% na Construção, após a criação de 46 mil postos de trabalho no setor.

Rendimento. Já o rendimento médio real dos ocupados na região caiu 1,8% em março ante fevereiro, para R$ 1.893. A renda média real dos assalariados, por sua vez, caiu 1,5% no período, para R$ 1.914. Essa diminuição provocou retração das massas de rendimentos. Na passagem de fevereiro para março, a massa de rendimentos dos ocupados caiu 2%, enquanto a dos assalariados recuou 1,9%. 

Na comparação com março de 2014, as quedas dos rendimentos médios reais dos ocupados e dos assalariados foram ainda maiores, de 8,7% e 8,1%, respectivamente. Com isso, as massas de rendimentos de ambos também recuaram mais intensamente: -8,7 e -7,7%, nesta ordem. 

Segundo o Seade e o Dieese, nos dois casos, as quedas decorreram sobretudo de reduções dos rendimentos médios reais.

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