Mike Nelson/EFE
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Sears busca acordo com credores para manter 300 lojas abertas

Rede de departamento, que já foi uma das maiores varejistas dos Estados Unidos, luta para evitar falência

Agências internacionais, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2018 | 05h00

A Sears, uma das mais tradicionais redes de departamento dos Estados Unidos, está tentando chegar a um acordo com os credores sobre um plano de reestruturação no qual fecharia a maior parte de suas lojas para manter cerca de 300 em funcionamento, de acordo com reportagem do Wall Street Journal.

O jornal, que cita fontes próximas às negociações, garante que os bancos Bank of America, Wells Fargo e Citigroup ofereceram financiamento de emergência de US$ 500 milhões à companhia como parte do plano de reorganização proposto. Pelo acordo, a Sears fecharia imediatamente 150 unidades, 300 permaneceriam abertas e a situação de outras centenas seria avaliada. A empresa tem hoje cerca de 900 unidades e 90 mil funcionários. 

A ideia, de acordo com as fontes, seria criar uma Sears menor, e manter a empresa funcionando, com a esperança de, nos próximos meses, conseguir um comprador.

Na última terça-feira, o WSJ informou que a tradicional rede americana de departamentos, de 125 anos, contratou a empresa M-III para assessorá-la no processo de pedido de concordata. 

Em seguida, o site especializado CNBC revelou que a Sears havia pedido a um banco um tipo específico de empréstimo que é solicitado para obter liquidez suficiente para continuar operando durante o processo.

A Sears tem até segunda-feira para honrar uma dívida de US$ 134 milhões, mas já admitiu que provavelmente não terá condições de pagar o compromisso. Fonte do mercado afirmou ao WSJ que, a partir do montante de financiamento de curto prazo que empresa conseguir antes de declarar a falência, será possível determinar quantas lojas podem continuar ou se a Sears pode sobreviver. 

Desde 2012 as dívidas da companhia se acumulam, diante de uma mudança de cenário em que teve de enfrentar gigantes das vendas online. Analistas dizem que a rede precisaria gerar mais de US $ 1 bilhão para continuar operando. 

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