Sebrae: entre microempresas, comércio cresceu mais

Dentre os três setores de atividade analisados pela pesquisa Indicadores do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae), o comércio registrou o maior avanço no faturamento real em janeiro, em relação ao mesmo mês de 2007. De acordo com a pesquisa, a alta do setor foi de 9,7% no período.Ainda no cenário positivo, o levantamento do Sebrae revelou que o setor de serviços teve expansão de 6,3% no faturamento real, na mesma base de comparação. Já a indústria registrou queda de 3,1% na receita.O gerente do Observatório das micro e pequenas empresas (MPEs), Marco Aurélio Bedê, destacou que o bom desempenho dos pequenos negócios no interior do Estado - por conta do boom do agronegócio, principalmente pela alta da produção de álcool combustível - é o principal fator do crescimento do faturamento do comércio. "O avanço do agronegócio leva renda para essas regiões, irrigando todo o tecido econômico do interior, refletindo diretamente no lucro do comércio", avaliou.O levantamento do Sebrae apontou também o movimento do nível de ocupação nos pequenos negócios em janeiro ante o mesmo mês de 2007. De acordo com a pesquisa, as MPEs tiveram um ligeiro acréscimo de 0,04% no quadro de colaboradores. A entidade estima que no primeiro mês do ano estavam ocupadas 5,6 milhões de pessoas nos pequenos negócios, incluindo os próprios sócios-proprietários, empregados com e sem carteira assinada.SalárioO rendimento médio dos trabalhadores das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo foi de R$ 809,00 em janeiro, o que representa um decréscimo de 3,8% em relação ao registrado em janeiro de 2007, que era de R$ 842,00. "Essa queda não chega a preocupar", ponderou Bedê. "No final de 2006, os consumidores deixaram para ir às compras de Natal na última hora. Como parte dos rendimentos dos empregados é composto de comissões, principalmente no comércio, parte desses rendimentos só foi efetivamente paga em janeiro de 2007, inflando nossa base de comparação", analisou.Já o gasto com salários no período apresentou queda de 6,5% no período. Segundo o Sebrae, o resultado foi "reflexo da estabilidade no pessoal ocupado e queda no rendimento real dos trabalhadores".

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