Sebrae quer estimular o crédito para micro e pequenas

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) quer estimular a implantação de soluções que facilitem o acesso de micro e pequenas empresas a financiamentos bancários. Em conversa com a Agência Estado, o diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, disse que um dos principais instrumentos para ampliar o volume de crédito às empresas de menor porte é a formação de associações de garantias de crédito entre os próprios empresários.Segundo ele, muitas micro e pequenas empresas não conseguem obter financiamentos junto aos bancos por não possuírem ativos suficientes para dar como garantia para calçar os empréstimos. Uma iniciativa-piloto para solucionar esse problema já está funcionando na região de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, onde micro e pequenos empresários de 32 municípios se juntaram para formar a Associação de Garantia de Crédito (AGC) da Serra Gaúcha.A associação consiste na formação de um fundo garantidor, com dinheiro dos associados e de entidades que apóiam a iniciativa, como o próprio Sebrae. "Os associados se cotizam e formam essa cooperativa que dá aval para os sócios obterem empréstimos", explicou Santos. O dinheiro aportado nesse fundo é depositado nos bancos conveniados, que liberam os empréstimos após a própria associação "filtrar" quais operações de empréstimo requisitadas por seus associados são viáveis. "É uma espécie de crédito consignado para pessoas jurídicas", resumiu o diretor do Sebrae.O fundo dos empresários da Serra Gaúcha conta com R$ 2,1 milhões aportados pelo Sebrae e outros US$ 1,8 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Além da iniciativa no Rio Grande do Sul, o Sebrae está incentivando a formação de outras associações semelhantes no Distrito Federal e no Paraná.Santos informou também que o Sebrae está discutindo com o Ministério da Fazenda, Banco Central, Banco do Brasil e BNDES a possibilidade de se criar normas e padrões para a criação dessas associações de garantia de crédito. "Queremos estabelecer padrões operacionais mínimos para essas associações", disse. Ele acrescentou que ainda está em discussão, dentro do governo, se essas normas poderiam ser implementadas por meio de projeto de lei ou se por uma determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN).

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