SEC investiga ex-empregado do FleetBoston

Um juiz federal norte-americano congelou os bens de um ex-funcionário do FleetBoston Financial Corp. na Argentina, após a Securities & Exchange Commission (SEC) ter detectado que ele pode ter executado operações com informações privilegiadas antes do anúncio da venda do banco para o Bank of America Corp., na segunda-feira. Guillermo Garcia Simon, ex-funcionário de um escritório do Fleet, em Buenos Aires, sua esposa, Victoria Simon, e seu irmão, Andres Garcia Simon, compraram 1.100 opções de compra do FleetBoston no final da sessão de sexta-feira em Wall Street, desembolsando US$ 11.000 e prevendo que os papéis subiriam nos dias subseqüentes. A opção de compra é uma operação de mercado futuro que dá direito ao investidor comprar a ação por valor previamente determinado.A operação do ex-funcionário do FleetBoston representou mais de 50% do volume total de transações com a série de opções de compra do Fleet naquele dia. A opção dava direito aos três de comprarem 110 mil ações do Fleet por US$ 35 por ação. No momento da compra, a ação do Fleet valia US$ 31.Na segunda-feira, antes do início da sessão, o Bank of America informou que estava comprando o Fleet, conferindo um valor de US$ 45 por cada ação do banco. Na segunda-feira, as ações do FleetBoston chegaram a subir para US$ 39,66, um salto de 24% sobre o preço de fechamento do papel na sexta-feira. Simon e os outros dois envolvidos, que também tiveram seus bens congelados, poderiam ganhar pelo menos US$ 500 mil e até US$ 1 milhão, caso os ativos não tivessem sido congelados. A juíza Nancy Gertner, da Corte Distrital de Massachusetts, emitiu uma decisão emergencial congelando os ativos, proibindo a transferência ou venda subseqüente das opções de compra. Agora, será realizada uma ampla investigação para apurar se os três obtiveram informações privilegiadas sobre o negócio. As informações são da Dow Jones.

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