SEC processa WorldCom por fraude e exige esclarecimentos

Para demonstrar que a SEC (Security and Exchange Comission), a CVM dos Estados Unidos, está adotando uma posição dura contra as fraudes das corporações, a SEC entrou ontem à noite com ação por fraude contábil contra a WorldCom no tribunal federal de Nova York e ordenou que a empresa forneça um relatório detalhado sob juramento antes de o mercado abrir na segunda-feira, disse Harvey Pitt, chairman da SEC. "Não foi um engano, foi uma fraude", afirmou. Pitt disse que a agência atuará atentamente junto aos promotores federais. A SEC está solicitando uma ordem judicial para impedir a dissipação de ativos ou pagamentos a altos executivos que trabalharam ou trabalham na empresa, disse o executivo. A SEC tentará também impedir a destruição de documentos e bloquear qualquer pacote trabalhista extraordinário ou bônus aos executivos. A SEC alega em sua ação que o esquema de fraude foi direcionado e aprovado pelos gerentes sêniors, que falsamente retrataram a WorldCom como um negócio rentável. A SEC processa a companhia por violação aos dispositivos federais antifraude e às exigências de escrituração contábil. A WoldCom, uma das maiores empresas de telecomunicações dos EUA, começou a manipular seus ganhos no início de 2001, visando mantê-los em linha com as expectativas do mercado e para sustentar o preço de suas ações, alega a SEC. Para impulsionar o preço das ações, a WorldCom tratou os "custos de linha", ou tarifas pagas a fornecedores de redes de telecomunicações terceirizados, como item de capital em vez de despesa, permitindo assim, declarar a menor as despesas e a maior os lucros, de acordo com a SEC. O lucro antes dos impostos divulgado pela WorldCom de US$ 240 milhões no primeiro trimestre deste ano, na verdade teria sido um prejuízo de US$ 557 milhões, disse a SEC. A empresa declarou lucro pré-impostos de US$ 2,9 bilhões em 2001, quando perdeu US$ 662 milhões.

Agencia Estado,

27 de junho de 2002 | 10h19

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