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Kiko Sierich/Estadão - 15/6/2021
Kiko Sierich/Estadão - 15/6/2021

Seca altera cenário das Cataratas do Iguaçu e afeta economia local

Vazão do Rio Iguaçu está a apenas um quarto do nível considerado normal, o que prejudica o turismo e também a geração de energia nas hidrelétricas ao longo do seu curso

Vacy Álvaro, especial para o Estadão

16 de junho de 2021 | 05h00

FOZ DO IGUAÇU - A falta de chuvas mudou o cenário das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR). O maior conjunto de quedas d’água do mundo se transformou em pequenos filetes em meio aos imensos paredões de pedra do local. A vazão média registrada no local nesta terça-feira, 15, era de 400 mil litros de água por segundo, o que representa pouco mais de um quarto do volume normal, de acordo com os dados da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

Além de alterar a paisagem, a estiagem também vem prejudicando a produção de energia, já que o leito do Rio Iguaçu conta com seis usinas hidrelétricas ao longo de seu curso, que atravessa todo o Estado do Paraná. Por isso, é importante chover na região metropolitana de Curitiba para haver o reflexo no aumento da vazão do rio.

Em outro ponto importante de Foz do Iguaçu, na fronteira com Cidade do Leste (Paraguai), as águas do Rio Paraná estão 92,26 metros acima do nível do mar. Em períodos normais, a altitude passa de 105 metros. 

A seca fez com que a Ilha de Acaray, também conhecida como Ilha das Cobras (localizada próximo à Ponte da Amizade), que antes era cercada de água, aparecesse isolada na paisagem, apenas rodeada por pequenas quantidades de água e grandes áreas de terra, que antes ficavam submersas.

De acordo com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), apesar da situação do rio ainda não há previsão de desabastecimento de água na região.

A economia, sobretudo o turismo, é outra “vítima” da estiagem. A empresa que opera os passeios de barco no Parque Nacional do Iguaçu, por exemplo, teve que se reinventar para evitar a paralisação das suas atividades. O jeito foi promover um passeio alternativo com 20 minutos de navegação em trechos mais seguros.

Devido a pandemia, o parque continua operando com limitação de 30% da capacidade, com ingressos vendidos exclusivamente on-line. Até esta segunda-feira, 14, o local havia recebido 196.916 visitantes neste ano, pouco mais de um terço do total de 2020 e bem abaixo dos registros pré-pandemia: 1.895.501, em 2018, e 2.020.538, em 2019. O parque mantém o trabalho de sanitização de todo o circuito turístico e controle individual de acesso de todas as pessoas que visitam a unidade de conservação.

Sem risco de "apagão"

Em nota técnica divulgada no dia 6 de junho, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que o país não corre risco de corte no fornecimento de energia este ano, apesar de o país passar pela “pior crise hidrológica desde 1930”.

No texto, a entidade afirma que o nível das chuvas (significativamente abaixo da média histórica), motivou uma série de recomendações, como a flexibilização das restrições hidráulicas dos aproveitamentos localizados nas bacias dos rios São Francisco e Paraná e o aumento da geração térmica e da garantia do suprimento de combustível para essas usinas, além de campanha de uso consciente da água e da energia.

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