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Seca aumenta perda da safra de milho e soja no RS

O clima desfavorável, com temperaturas elevadas e falta de chuvas, ampliou as estimativas de perdas nas lavouras de soja e milho no Rio Grande do Sul. A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (FecoAgro) divulgou seu quarto levantamento da safra 2001/02, que aponta para a perda de 17,6% no rendimento de soja e de 23,6% no milho.Apesar da volta das chuvas ao Estado de modo geral, a estiagem continuou afetando alguns municípios produtores de forma localizada em janeiro, fevereiro e início de março, explicou agrônomo da FecoAgro, Valdir Bisotto.Em seu levantamento anterior, realizado em janeiro, a entidade previa redução de 14,7% no rendimento de soja e de 18,6% no milho, em relação aos números fixados inicialmente.Com o resultado deste sábado, a produtividade de soja foi calculada em 1.777 quilos por hectare, diante da previsão inicial de 2.156 Kg/ha. Com isso, a produção foi estimada em 5,819 milhões de toneladas, para a área de 3,274 milhões de hectares.A soja apresenta 13% da área em fase de floração, 81% em enchimento de grãos e 6% em maturação fisiológica. Na lavoura de milho, a estimativa de rendimento foi fixada neste levantamento em 2.787 Kg/ha, ante 3.650 Kg/ha previstos inicialmente.A produção deve atingir 3,930 milhões de toneladas. A área semeada com milho está dimensionada em 1,410 milhão de hectares pela FecoAgro, com redução de 15,5% ante a safra anterior. A lavoura de milho está com 52% da área colhida, 12% em maturação fisiológica, 19% em enchimento de grãos, 5% em floração e 12% em desenvolvimento vegetativo."Estamos preocupados, porque vai faltar milho", disse Bisotto. O Rio Grande do Sul precisa de 5,2 a 5,3 milhões de toneladas do grão, informou o agrônomo.A FecoAgro está estimulando o cultivo do trigo na safra de inverno, disse Bisotto, que poderá reduzir o efeito da falta de milho, pois serve de componente para a ração animal.No ano passado, o Estado produziu 6,090 milhões de toneladas de milho, o que permitiu, inclusive, exportar perto de 700 mil toneladas, disse Bisotto. As informações da FecoAgro foram coletadas junto a 35 cooperativas.

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