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Seca deve reduzir safra de cana em 2008/09, prevê Datagro

O tempo seco no Brasil nos últimosmeses provavelmente vai atingir a próxima safra decana-de-açúcar do centro-sul do país, avaliou nesta terça-feiraa consultoria Datagro, acrescentando que ainda é muito cedopara medir os danos causados na principal área produtora. O tempo seco favorece a concentração de açúcar na cana, masapenas durante o período da colheita, que normalmente começa emabril, quando as plantas já estão desenvolvidas. Até o período da colheita, a cana precisa de um volumeadequado de água para se desenvolver. "A seca está afetando a próxima safra... Cada dia sem chuvaafeta a próxima safra", afirmou o presidente da Datagro, PlínioNastari, a jornalistas. "Se a cana não se desenvolve adequadamente nesse estágio,ela não terá muito espaço para concentrar a sacarose", disse. Nastari não quis estimar a safra 2008/09, mas disse quecomentários do mercado de até 470 milhões de toneladas de canano centro-sul parecem "exagerados". O Brasil é o maior exportador mundial de açúcar e álcool. Em algumas áreas, a falta de tratos culturais, como o menoruso de fertilizantes, devido aos baixos preços do açúcar e doetanol, também poderia contribuir para a redução daprodutividade no próximo ano, ele acrescentou.A Datagro prevê a moagem de cana no atual ano-safra 07/08 em umrecorde de 412 milhões de toneladas, cerca de 11 por cento amais em relação a 06/07. RECUPERAÇÃO DE PREÇOS Como nesta temporada, o etanol provavelmente seráprioridade para a indústria, com os preços do açúcardificilmente subindo antes do segundo semestre de 2008, disseNastari. Os preços internacionais do açúcar despencaram neste anodevido ao excedente na oferta resultante da maior produção daÍndia, que deve superar o Brasil como o maior produtor mundialna próxima safra. Os preços do etanol também têm sido pressionados, mas elesdevem se recuperar antes dos do açúcar, possivelmente emnovembro de 2007, quando começa o período de entressafra. Os preços devem ganhar impulso do forte consumo de álcoolno Brasil. Os baixos valores e o crescente número de veículosflexíveis no país devem aumentar a demanda neste ano. A Datagro projetou a demanda por etanol em 1,45 bilhão delitros por mês de janeiro a agosto de 2007, ante 1,1 bilhão delitros no mesmo período do ano passado. Então, apesar do esperado aumento de produção de 15 porcento nesta temporada, os estoques finais de etanol estãoprevistos em 254 milhões de litros em maio de 2008, queda emrelação aos 347 milhões de litros de um ano antes. Isso devedar suporte aos preços, disse Nastari. Considerando o atual ritmo de vendas de carros flexíveis eo etanol sendo utilizado em pelo menos 60 por cento da frota,Nastari prevê que as vendas do biocombustível poderão bater oconsumo de gasolina no mercado brasileiro em quatro a cincoanos. Essa previsão indica que o álcool vai superar a gasolinaantes do período previsto pela Petrobras, que avalia que issoocorrerá em torno de 2020.

INAÊ RIVERAS, REUTERS

09 de outubro de 2007 | 19h36

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