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Seca no Nordeste prejudica produção e produtividade de feijão

A principal quebra de safra ocorreu no Ceará, onde a estimativa de produção caiu a menos de 100 mil toneladas, segundo o IBGE

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2015 | 15h14

RIO - A seca no Nordeste ainda prejudica a colheita do feijão de primeira safra, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou o Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA) referente a julho. Na região, o rendimento médio do grão caiu 21% em relação ao verificado em junho, segundo o órgão. 

A principal quebra ocorreu no Ceará, onde a estimativa de volume produzido caiu a menos de 100 mil toneladas, um recuo de 53,7% em relação a junho, informou o IBGE. Maranhão e Rondônia também tiveram quedas nos levantamentos. Com isso, a produção nacional ficou 6,3% menor em julho ante o mês anterior.

"Clima afetou a produção. Nordeste já vem há uns quatro anos sentindo uma seca bastante grande. Neste ano, seca é até menor que nos outros anos, mas ainda prejudica", explicou o agrônomo Carlos Antonio Barradas, gerente substituto da pesquisa. Com isso, a produção de feijão de primeira safra será de 1,346 milhão de tonelada, queda de 4,2% em relação ao ano passado.

No feijão de segunda safra, o fator negativo é o preço, que puxou para baixo a produção em São Paulo. A estimativa em julho no Estado foi 37,8% menor do que no mês anterior, apontou o IBGE. "Provavelmente o preço levou a redução no plantio desse feijão, lembrando que São Paulo tem as terras mais caras. Ele tende a produzir produtos de maior valor agregado", disse Barradas.

Com isso, a produção nacional de feijão de segunda safra ficou 1,1% menor em julho ante junho e ainda ficará 3,7% abaixo do volume colhido no ano passado. No total, será produzida 1,378 milhão de tonelada.

O feijão terceira safra foi o único da cultura que teve uma revisão positiva na estimativa em julho, com alta de 2,0% sobre junho, com expansão na área plantada em Goiás, apontou o IBGE. Ainda assim, a colheita de 446,849 mil toneladas será 5,0% menor do que em 2014.


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