Seca nos EUA faz preço do milho disparar 7,22%

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2012 | 03h09

As lavouras de milho dos Estados Unidos se aproximam do período de polinização, essencial para determinar a produtividade da safra, e por isso as atenções do mercado estão voltadas para o clima. Como as notícias não são nada positivas para as lavouras americanas, os preços do cereal dispararam na Bolsa de Chicago. A meteorologia prevê tempo quente e seco no Meio-Oeste nas próximas duas semanas. A preocupação com possíveis perdas de produção vem prevalecendo nas últimas sessões, pois a oferta de milho pode cair exatamente num momento em que os estoques do grão estão baixos. Com isso, os contratos do milho para entrega em dezembro, que representam a nova safra, fecharam em alta de 7,22%, a US$ 5,94 por bushel.

As expectativas do mercado foram confirmadas no fim do dia quando, depois do fechamento do pregão, o governo americano informou que 56% das lavouras de milho do país estão em condições boas ou excelentes. Na semana passada, essa proporção era de 63%, o que sinaliza os efeitos da estiagem. O mesmo vale para as lavouras de soja, cuja redução foi de 56% para 53% em uma semana. Os lotes da soja para entrega em novembro avançaram 3,64%, para US$ 14,2550 por bushel.

Os preços do trigo também caminharam na esteira do milho, com ganhos de 7,78%, pois uma eventual redução na oferta de milho resultará em aumento da demanda por trigo para ração. Além disso, o trigo vem subindo por causa do clima adverso em outras regiões do mundo, como na área do Mar Negro e na Austrália.

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