Secovi: mercado de locação estável

Relatório sobre o desempenho do setor de locação na Capital paulista no primeiro semestre de 2000 revela que o comportamento do mercado se manteve estável, com ligeiras alterações. Preparado pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais no Estado de São Paulo (Secovi-SP), o documento registra ainda que a maioria das imobiliárias pesquisadas (56%) esperam um melhor desempenho no segundo semestre deste ano.A pesquisa foi realizada com 134 administradoras e imobiliárias que atuam em São Paulo. Houve aumento na oferta para os imóveis de 1 e 2 dormitórios (52%), mas estável para imóveis de 3 quartos. A oferta para imóveis de até R$ 450,00 (51%) cresceu. Houve estabilidade nas demais faixas. Foi constatado aumento no primeiro trimestre na faixa entre R$ 301,00 e R$ 750,00.Em relação à procura, ocorreu aumento para os imóveis até dois dormitórios; quadro semelhante foi encontrado no primeiro trimestre. O destaque ficou por conta do aumento da procura por casas de 1 dormitório (com três cômodos) e de 2 quartos: 70% da procura. Também 70% das empresas registraram aumento de procura por imóveis de valor até R$ 450,00. Mas 45% apontaram redução na demanda por casas e apartamentos de aluguel entre R$ 751,00 e R$ 900,00. Sobre o número de imóveis alugados, a pesquisa indica que houve aumento no setor de casas de 1 dormitório com 3 cômodos (58,95%) e de dois quartos (50%). Nos demais tipos de casas, o mercado se manteve nos mesmos níveis do primeiro trimestre. No segmento de apartamentos, o destaque fica para os de um quarto (52,8%), contra os de dois quartos (41,8%), no primeiro trimestre. Nos demais tipos de imóveis, os dados revelam estabilidade. Preço alto de aluguel é a principal dificuldade do mercadoSegundo o Secovi-SP, as principais dificuldades do mercado de locação no segundo trimestre foram os seguintes: valor alto do aluguel (52%), renda não comprovada (47%), renda insuficiente (48%), problemas para indicar fiador (77%), desabono na praça (40%), imóvel mal localizado (51,5%), imóvel mal conservado (60%) e valor alto do condomínio (63%).

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