Secovi-SP: vendas de imóveis caíram 6% até outubro

As vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo devem crescer até 3,6% este ano, na comparação com 2008, para um volume entre 33 mil e 34 mil unidades, segundo informou hoje o Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Em 2008, foram comercializadas 32,8 mil unidades. De janeiro a outubro deste ano, no entanto, as vendas caíram 6% em relação ao mesmo período de 2008, para 27,558 mil unidades. Em nota, o Secovi-SP esclareceu que a diferença na comparação com o período equivalente do ano passado foi sendo reduzida ao longo de 2009.

CHIARA QUINTÃO, Agencia Estado

08 de dezembro de 2009 | 11h29

Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), citados pelo Secovi-SP, apontam queda de 31,8% no volume de lançamentos até outubro, para 19,986 mil unidades. No ano, devem ser lançados de 26 mil a 28 mil imóveis. Na avaliação do Secovi-SP, a retração do volume lançado está ligada a fatores como a opção das empresas pela venda de estoques e "a necessidade de prazo mais longo para os empreendedores sentirem a ''temperatura do mercado'' antes de lançar novos produtos".

Em outubro, foram lançadas 2,517 mil unidades. A média mensal de lançamentos de janeiro a outubro foi de 2 mil unidades, ante 3 mil unidades mensais de janeiro a dezembro do ano passado. De acordo com o Secovi-SP, os imóveis com dois e três dormitórios corresponderam a 78,3% do total de lançamentos até outubro.

No mesmo período de 2008, 61,5% do volume lançado era de unidades de três e quatro dormitórios. O aumento da participação dos imóveis de dois e três dormitórios no total deve-se ao programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" e à disponibilidade de financiamento imobiliário, de acordo com o Secovi-SP.

A entidade cita ainda que esperava-se que o crédito imobiliário com recursos de poupança chegasse a R$ 28 bilhões em 2009. Porém, a previsão atual é de que o montante seja de R$ 32 bilhões, ante os R$ 30,1 bilhões do ano passado. Até outubro, o financiamento imobiliário com recursos da poupança foi de R$ 26,6 bilhões.

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