Antônio Cruz/Agência Brasil
Antônio Cruz/Agência Brasil

Secretário acredita na 'possibilidade concreta de aprovação da reforma' neste ano

Nas contas de Marcelo Caetano se a reforma for feita ainda no governo Michel Temer, o próximo governo federal não precisará fazer novos ajustes

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2017 | 13h51

RIO DE JANEIRO - O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, afirmou nesta segunda-feira, 11, que acredita na aprovação da reforma previdenciária em primeiro turno na Câmara dos Deputados, ainda este ano. Caetano disse que, se a reforma ficar para 2018, deve ser aprovada "o quanto antes", mas evitou especular sobre o calendário de votações caso não haja a votação em primeiro turno até o fim do ano.

"Acredito na possibilidade concreta de aprovação da reforma da Previdência neste ano", afirmou Caetano, ao deixar o seminário "Previdência social: os desafios do novo regime demográfico", organizado pelo Banco Mundial e pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio.

O secretário evitou também fazer comentários sobre as negociações para convencer parlamentares no Congresso Nacional. Questionado sobre a possibilidade de novos ajustes na proposta de reforma para fazer concessões em prol dos votos, Caetano disse que "evitaria fazer novas concessões".

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Como havia dito pouco antes de debate durante o seminário, Caetano reforçou que a reforma da Previdência é urgente e, se feita agora, pode preservar direitos adquiridos. Nas contas do secretário, se a reforma for feita ainda no governo Michel Temer, o próximo governo federal não precisará fazer novos ajustes, pois seria possível ficar "uma década ou um pouco mais" sem voltar ao tema.

No encerramento do debate, ainda se dirigindo à plateia, Caetano demonstrou otimismo. Segundo o secretário, quando a atual equipe econômica propôs a primeira versão da reforma, ainda se debatia sobre ela ser necessária ou não. Agora, há consenso sobre a importância de reformar a Previdência. "As pessoas reconhecem o problema, reconhecem a necessidade de fazer o ajuste", disse. 

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