Secretário americano prega fortalecimento do comércio Brasil-EUA

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez, disse que o fortalecimento das relações comerciais Brasil-EUA será o ponto de partida para a Área de Livre Comércio das Américas. Gutierrez admitiu que o comércio entre os dois países hoje é menor do que o seu potencial. "Se pegarmos esses US$ 39 bilhões das transações entre os dois países, o nosso comércio bilateral com o Brasil é inferior ao comércio com o Chile, com a Argentina e muito inferior ao comércio com o México, que, por estar na porta ao lado, acaba levando vantagem", comparou o secretário de Comércio em entrevista apresentada no programa Conta Corrente, da Globo News. "Mas nós podemos fazer mais."Gutierrez disse que a visita dele ao Brasil foi uma forma de dar andamento ao diálogo comercial iniciado entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Entre os temas discutidos com o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), foram abordados a proteção à propriedade intelectual e como tornar mais eficiente a entrada e saída de produtos pela alfândega com a unificação de padrões alfandegários. "Outra coisa muito importante é promover um aumento de exportações do Brasil para os Estados Unidos e dos Estados Unidos para o Brasil", frisou o secretário norte-americano.AlcaO representante de comércio falou em retomar as negociações para criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas). "Como você sabe, Brasil e Estados Unidos dividem a presidência das discussões da Alca. Nós acreditamos que esta é uma excelente oportunidade de promover o crescimento nas Américas", ponderou Gutierrez. "O que nós não pudemos fazer no ano passado espero que, fortalecendo nossos laços, possamos alcançar, chegar perto disso", prosseguiu. Apesar dos contratempos nas negociações até agora, ele demonstrou certo otimismo: "Nós chegaremos perto do dia em que a América vai se tornar uma área de livre comércio capaz de competir com outras regiões do mundo e criar mais empregos para a população."

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