Secretário argentino reforça compromisso com Mercosul

O secretário de Relações Internacionais da Argentina, Martín Redrado, garantiu ao Estado que as queixas dos setor privado argentino sobre uma suposta invasão de produtos brasileiro no mercado vizinho não irão afetar as políticas e comprometimento da Casa Rosada com o Mercosul. Nos últimos dias, alguns setores argentinos, como o de calçados, têm pressionado o governo para que tome medidas para evitar o aumento das exportações brasileiras. "São ruídos que não devem gerar medidas específicas por parte do governo argentino", afirmou Redrado, que esteve ontem em Genebra participando de reuniões na Organização Mundial do Comércio (OMC). Os produtores argentinos, porém, alegam que as empresas brasileiras estão se aproveitando do início da recuperação da economia argentina para vender mais e que, assim, estão prejudicando as vendas das indústrias locais. Redrado não deixa de reconhecer que existem indícios de que a economia argentina esteja crescendo mais em termos percentuais que a brasileira neste momento."Todas as vezes em que há uma mudança no ritmo decrescimento dos países ou uma desvalorização de uma das moedas, o fluxo comercial entre o Brasil e a Argentina sofre mudanças siginifcativas", explicou o secretário. No passado, essas mudanças foram acompanhadas de novas barreiras, como em 1999 depois da desvalorização do real e o temor da diplomacia brasileira é de que isso volte a ocorrer.Mas Redrado garante que, desta vez, não deve haver qualquer movimentação em direção a novas barreiras. O argentino, porém, defende que os países do Mercosul comecem a estudar a criação de algum mecanismo para equilibrar as diferenças macroeconômicas que surjam nos próximos anos. "Se queremos construir uma área econômica comum, temos que tratar desse problema, que é sempre sensível", concluiu o secretário argentino.

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