Fábio Motta|Estadão
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Secretário da fazenda do RJ diz que 2017 será pior do que 2016 para as finanças

Gustavo Barbosa afirmou que a prioridade do governo estadual é pagar servidores e manter serviços de saúde e segurança

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2016 | 15h25

RIO - O secretário da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, Gustavo Barbosa, afirmou hoje que a crise financeira será pior em 2017 do que neste ano. Em entrevista ao telejornal “RJTV”, da TV Globo, Barbosa reiterou que a prioridade do governo estadual é pagar servidores e manter os serviços de saúde e segurança.

"Será um ano mais difícil do que 2016. Isso eu queria deixar muito claro. Acho que a gente quis ontem (sexta-feira) dar todo o sentido de transparência da real situação do Estado", disse Barbosa na entrevista.

Ontem, o governo fluminense anunciou um pacote de ajustes para enfrentar a crise fiscal. Diante de um rombo nas contas públicas estimado em R$ 17,5 bilhões para este ano, o Estado do Rio decretou estado de calamidade pública nas finanças.

As medidas incluem cortes de despesas e elevação de alíquotas, incluindo a cobrança de contribuição previdenciária de 30% de todos os servidores, ativos e inativos, como antecipou semana passada o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Nos cálculos do governo estadual, as medidas terão impacto positivo de R$ 13,3 bilhões em 2017 e R$ 14,6 bilhões em 2018, disse o governo.

Na sexta-feira, Barbosa reconheceu que as medidas evitam o pior, mas o Rio só deixaria de registrar déficits em 2022 ou 2023. Nos cálculos do governo, sem o pacote de ontem, o déficit atingirá R$ 52 bilhões até dezembro de 2018.

Além da elevação na contribuição previdenciária, o governo propôs aumento na alíquota do ICMS para os setores de energia elétrica, serviços de comunicação, gasolina, fumo, cervejas e refrigerantes, rendendo pelo menos R$ 1,4 bilhão a mais por ano. O pacote inclui também adiamento de reajustes salariais acordados em 2014, redução do número de secretarias de 20 para 12 (incluindo a extinção da pasta da Cultura) e redução nos cargos comissionados e nas gratificações.

“Até o momento, apesar de toda a situação, o Estado tem mantido o esforço de manter pagando o servidor até o 10º dia útil. E o que tem sobrado de recurso tem sido direcionado à saúde e à segurança”, disse Barbosa ao “RJTV”.

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