Jacquelyn Martin/Pool via AP
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Brasil está perto de assinar plano de 5G com EUA, diz Pompeo

Secretário de Estado americano afirmou que recebeu notícias de que o governo brasileiro apoia o plano americano para excluir a chinesa Huawei das redes 5G no País; segundo Paulo Guedes, Brasil ainda não tem uma decisão sobre o tema

Beatriz Bulla, correspondente, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2020 | 16h55

WASHINGTON - O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou nesta terça-feira, 10, que recebeu notícias de que o Brasil apoia os princípios do plano do governo dos Estados Unidos sobre redes 5G. Batizado de Clean Network (em português, redes limpas), o plano deixa a chinesa Huawei de fora da estrutura de redes de tecnologia 5G.

O subsecretário de Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado americano, Keith Krach, está no Brasil nesta semana. 

Pompeo disse ter conversado com ele nesta terça e recebido novidades. "Tive notícias dele nas últimas horas de que o governo brasileiro apoia os princípios do Clean Network e estou confiante de que vamos assinar um memorando de entendimento no futuro próximo. Quero agradecer o Brasil e seus líderes por fazerem isso", afirmou o secretário de Estado.

Ele não deixou claro o que a manifestação de apoio do governo brasileiro significa e nem se há um compromisso em deixar a chinesa Huawei de fora do leilão de frequências de 5G, previsto para o ano que vem. 

Os EUA têm feito lobby para que a Huawei seja vetada dos leilões, sob argumento de que há ameaça à soberania nacional. A empresa é a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações do mundo e o principal nome na corrida pelo oferecimento de tecnologia 5G.

Washington argumenta que a empresa é um braço de vigilância do Partido Comunista Chinês. Os chineses negam. Para os americanos, um "caminho limpo" de 5G pressupõe que fornecedores não confiáveis - como a Huawei, na visão dos EUA - devem ser banidos do oferecimento de equipamentos de transmissão, controle ou armazenamento.

Em evento online nesta terça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil ainda não tem uma decisão tomada sobre o veto ou a liberação de tecnologia chinesa nas redes de 5G. Ele admitiu, porém, que o governo leva em consideração os alertas de países como os Estados Unidos e o Reino Unido.

"O Reino Unido impediu os chineses no centro do sistema de 5G, mas permitiu que as empresas chinesas atuassem na periferia das redes. Estávamos indo nessa direção antes da pandemia. Não queremos perder a revolução digital, mas há esses alertas geopolíticos. No momento, o Brasil ainda estamos analisando e estudando essa questão", afirmou.

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