Secretário de Tesouro dos EUA elogia ação dos bancos centrais

BCs forneceram empréstimos emergenciais e baratos em dólar para os bancos europeus

Álvaro Campos, da Agência Estado,

30 de novembro de 2011 | 16h37

O secretário de Tesouro dos EUA, Thimoty Geithner, disse hoje que o governo norte-americano apoia a ação coordenada dos principais bancos centrais do mundo para fornecer empréstimos emergenciais em dólar, baratos, para os bancos europeus. "Nós apoiamos as ações adotadas pelos bancos centrais para ajudar a aliviar a pressão sobre o sistema financeiro europeu e fortalecer a recuperação econômica global", disse em comunicado.

Mais cedo hoje, o Federal Reserve dos EUA, o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra (BOE), o Banco do Japão (BOJ), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Nacional da Suíça (SNB) concordaram em reduzir o preço dos acordos temporários de swap de liquidez em dólar existentes em 0,50 ponto porcentual. Isso fará com que a nova taxa seja reduzida para a taxa overnight índex swap, ou OIS, mais 0,50 ponto porcentual. O preço será aplicado em todas as operações realizadas a partir de 5 de dezembro. A autorização desses acordos de swap foi estendida para 1º de fevereiro de 2013.

Apesar da boa notícia, a ação dos bancos centrais não aborda diretamente os problemas fiscais internos da Europa. Geithner tem dito repetidamente que os líderes europeus precisam fazer mais para resolver a crise da dívida.

Um importante deputado republicano também afirmou que a Europa precisa implementar profundas reformas estruturais em sua economia se quiser continuar recebendo suporte do banco central norte-americano. Para Spencer Bachus, presidente do Comitê de Serviços Financeiras da Câmara dos Representantes, a crise no continente é resultado de "problemas econômicos, culturais e soberanos e gastos desregrados dos governos".

O deputado mencionou especificamente as "aposentadorias exageradamente generosas" da Grécia e citou como exemplo medidas que os EUA adotaram para reestruturar empresas como a General Motors (GM). "Se os EUA vão continuar a dar suporte para a Europa, então os europeus precisam estar dispostos a fazer o mesmo tipo de escolhas dolorosas, para refletir a realidade econômica de hoje". As informações são da Dow Jones.  

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