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Secretário defende royalty de energia para resolver gargalos

O secretário de Relações Institucionais do Tocantins, Eduardo Siqueira Campos, filho do governador, afirma que os gargalos sociais poderiam ser resolvidos se o Estado recebesse royalties da energia que produz em sua bacia hidrográfica. Ele discorda que Tocantins é uma unidade da federação bancada pelo contribuinte brasileiro. "Se o Tocantins recebesse royalties pela energia que produz para São Paulo e outras cidades do Sudeste, não estaríamos sendo subsidiados por ninguém", diz.

PALMAS (TO), O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2013 | 02h06

Ele põe a culpa nos opositores por mazelas que ainda fazem parte do cotidiano do Estado. "Se fizer a conta certinha, nos 25 anos do Tocantins, governamos 12 anos e a oposição outros 12. Fomos nós que fizemos as escolas, as estradas e os hospitais e eles deixaram rombos", afirma.

Pelos números apresentados pelo secretário, Tocantins antes do desmembramento de Goiás tinha 68% de analfabetos; hoje são 14,3%. Ele diz que os números da educação e outros dados sociais colocam o Estado à frente dos vizinhos Maranhão, Mato Grosso, Piauí e Bahia. "A independência trouxe cidadania", diz.

"Eu penso que estamos fazendo algo de diferente. A divisão é um caso de sucesso." Ao comentar os problemas sociais da região de soja do Estado, ele diz que a área é um "gargalo". E observa que o Estado não é compensado pela União pelas desonerações.

"A saída de grãos in natura, a exportação de produto sem valor agregado, é crime de lesa pátria para nós", diz. O caminho, segundo o secretário, seria investimentos em indústrias no setor. "É preciso que o Brasil tenha um projeto de país, de nação, e não apenas a União arrecadando e não repassando os tributos." Na entrevista, o secretário citou obras de construção de estradas na região da soja como alternativa para acabar com a miséria. / L.N.

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