Secretário diz que Brasil não vive processo recessivo

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto, rebateu comentários de economistas, analistas e até sindicalistas de que a economia brasileira se encontra em processo de deflação e recessão. ?O que estamos tendo é uma queda ocasional de índice de preços, compensando, em parte, os elevados índices anteriores, bem acima do que era esperado?, disse Canuto à Agência Estado, logo depois de ter participado de uma seminário sobre Perspectivas das Negociações da Alca e os Caminhos para o Brasil, organizado pela Tendências Consultoria Integrada e pela Prospectiva Consultoria Brasileira de Assuntos Internacionais. ?Estão misturando alhos com bugalhos. Misturando o problema deflacionário e recessivo de economias desenvolvidas com a nossa queda de índice de preços?, insistiu o secretário. De acordo com Canuto, o Brasil não se encontra em situação de deflação clássica, pela qual uma economia entra em círculo vicioso de queda, como é o caso da economia japonesa e da economia norte-americana, conforme alguns temem ser esse o caso. Canuto afirmou que todos os sinais apontam para uma redução na taxa de juros (Selic) e que existem possibilidades de se chegar a um patamar de 21% a 20% até o final do ano. "É claro que isso é possível. Tudo dependerá da intensidade nas mudanças da taxa de inflação prospectiva", disse o secretário, ao ser indagado se ele partilhava das estimativas feitas pelo próprio ministro da Fazenda, Antônio Palocci, no início desta semana. "Está claro para todo mundo. Os juros são estabelecidos dentro de um regime de metas inflacionárias e, portanto, eles são movidos a partir da taxa de inflação futura de 12 meses, não a do mês", reafirmou Canuto. Agora, explicou o secretário, o ritmo e a intensidade desse processo é algo que faz parte das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom). "Mas a gente sabe a direção, que é de queda.".

Agencia Estado,

11 Julho 2003 | 13h29

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