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Secretário diz que EUA não entrarão em recessão em 2008

Henry Paulson afirma que plano econômico de mais de US$ 150 bilhões oferecerá impulso para a economia

Efe,

09 de fevereiro de 2008 | 09h15

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse neste sábado, 9, em Tóquio, que está convencido de que os Estados Unidos "continuarão crescendo em 2008" e não cairão, portanto, em recessão, como temem muitos operadores das bolsas.   Ao término da cúpula do G7, Paulson se mostrou, em entrevista coletiva, certo da "boa saúde a longo prazo" da economia americana, apesar da "correção" no setor da habitação, dos altos preços do petróleo e das "turbulências" das bolsas de valores.   Segundo o secretário do Tesouro americano, o milionário plano de estímulo econômico aprovado pela Casa Branca, no valor de mais de US$ 150 bilhões, foi fundamental e oferecerá um "muito necessário impulso".   Os ministros de Finanças do G7 analisaram em sua cúpula em Tóquio a influência para a economia mundial de um possível resfriamento da economia americana, e das turbulências das bolsas de valores, que parecem estar longe de acabar. "As atuais turbulências financeiras são sérias e persistentes. Embora os mercados financeiros estejam melhorando, levará tempo para sair das atuais turbulências financeiras", disse o responsável americano, que, no entanto, afirmou que as "bolsas se recuperarão deste período de estresse".   Segundo Paulson, "uma das lições" das atuais tensões das bolsas de valores é "a necessidade crescente de uma comunicação freqüente e de uma coordenação próxima em tempos de estresse, para formular as respostas adequadas de política econômica a fim de fazer frente a uma possível recorrência dos mesmos problemas".   Petróleo   O G7 se mostrou disposto a tomar as "medidas adequadas, individuais ou coletivas", para garantir a estabilidade econômica, e pediu que as nações exportadoras de petróleo aumentem a produção.   No comunicado final emitido ao final da cúpula do G7 em Tóquio, os ministros de Finanças do Japão, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Itália e França não indicam, no entanto, nenhuma via para uma ação coordenada a fim de diminuir as tensões econômicas atuais.   Os responsáveis de Finanças das nações ricas pediram também que os países exportadores de petróleo aumentem a produção para, assim, diminuir o preço do barril da commodity, que chegou a alcançar os US$ 100.   "Incentivamos os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e outros produtores de petróleo a aumentar sua produção, e reiteramos a necessidade de aumentar a capacidade das refinarias e melhorar a eficiência energética", indica o comunicado.   Os ministros de Finanças do G7 admitiram no comunicado que, embora os fundamentos da economia mundial "continuem sendo sólidos", a situação atual é "mais incerta" do que em outubro passado. Isso se deve, em parte, reconhecem, à piora da economia americana, mas o G7 acredita que os EUA manterão o crescimento este ano e não cairão em recessão, como temem muitos analistas financeiros.   O Fundo Monetário Internacional (FMI), representado em Tóquio pelo diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn, reduziu recentemente em três décimos sua previsão de crescimento econômico mundial, para 4,1%, o mais fraco desde 2003.   Quanto às divisas, um dos aspectos que o G7 costuma tratar em seus encontros, os ministros afirmaram que "uma volatilidade excessiva e os movimentos desordenados nas taxas de câmbio não são desejáveis para o crescimento econômico".   "Continuaremos vigiando os mercados de perto e cooperando, quando for apropriado. Apoiamos a decisão da China de aumentar a flexibilidade de sua moeda, mas, diante do aumento do superávit por conta corrente e da inflação doméstica, incentivamos uma valorização de sua taxa de câmbio", indicam.   O G7 também debateu a proposta do Japão, Reino Unido e EUA de criar, em colaboração com o Banco Mundial (BM), um fundo milionário para ajudar os países pobres a participar do combate à mudança climática.

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