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Secretário diz que não é preciso controlar fluxo de capital

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto, afirmou hoje que o Brasil não está em situação que aponta para a necessidade de medidas de controle do fluxo de capital de curto prazo. Na verdade, segundo Canuto, tudo leva a crer que a captação de recursos será feita de forma mais longa em breve.Segundo ele, além da continuidade do programa econômico, o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter antecipado a entrega das propostas de reformas ao Congresso, os resultados fiscais acima das expectativas e o sucesso da última emissão dos títulos soberanos mostram que há sinais de que já é possível a captação de recursos com prazos mais longos."A relação custo-benefício de medidas de controle não amigáveis ao mercado é desfavorável. Não há qualquer necessidade", reiterou o secretário, que participa hoje em São Paulo do seminário internacional "Global Economic Issues and their Impact on the Americas", promovido pelo Ibmec Educacional.Canuto reafirmou que a valorização do real diante do dólar é, na verdade, uma correção dos equívocos ocorridos no ano passado no mercado de câmbio. Em 2002, a moeda norte-americana teve forte valorização no mercado brasileiro por conta do que os investidores chamaram de incertezas pré-eleitorais. O secretário explicou que essa correção começa justamente pelo capital de curto prazo, que tem ajudado a derrubar a cotação do dólar no Brasil. Mas reforçou que, como os mercados reconhecem a coerência das ações do governo, a segunda fase dessa retomada se dará com captações de prazos mais longos, como vem acontecendo nas últimas semanas, como a emissão soberana realizada pelo Brasil no fim do mês passado.

Agencia Estado,

09 de maio de 2003 | 12h06

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