Secretario do RJ mantém defesa para duas refinarias

O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Estado do Rio de Janeiro, Wagner Victer, rebateu hoje as considerações do diretor de abastecimento da Petrobras, Rogério Manso, sobre a necessidade de construção de apenas uma refinaria no país até 2008 e não duas como vem defendendo o estado do Rio. A tese defendida em prol das duas refinarias se baseia principalmente no fato de que, se houver o crescimento econômico previsto pelo governo no Plano Plurianual, a demanda por combustíveis terá um crescimento maior do que o que vem sendo calculado pela Petrobras, afirma Victer. "Ou a Petrobras está equivocada, ou é o ministro Guido Mantega no Plano Plurianual. As duas projeções de crescimento não batem", disse. DisputaA construção de duas refinarias reduziria a guerra entre os estados para receber os investimentos. Pelo menos seis estados estão na disputa (Rio, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo e Maranhão) e a petrolífera venezuelana PDVSA já demonstrou seu interesse por colocar seus investimentos em uma refinaria no Nordeste. Há também a clara intenção já defendida em público pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de priorização do Nordeste para receber o investimentos. Segundo próprio presidente seria uma "decisão política" para fomentar o crescimento econômico na região. "Não queremos entrar em atrito com os estados do Nordeste, porque acreditamos que há espaço para os dois investimentos e um deles merecidamente tem que ser no Rio, que refina apenas 12% do petróleo nacional apesar de produzir 80% deste total", argumenta. Capacidade exportadoraO secretário também questionou o que chama de equívoco da Petrobras no direcionamento de seus investimentos. "A estatal está definindo os investimentos em refino com base no mercado interno, mas não está pensando que com sua crescente produção, ela deve agregar valor ao produto exportado. A presença de uma nova refinaria no país agregaria entre US$ 8 a US$ 10 por metro cúbico do óleo exportado", acrescentou. Segundo exposição do diretor de Abastecimento da Petrobras feita hoje em seminário sobre Petróleo e Gás no Rio, só haveria a necessidade de uma segunda nova refinaria no País a partir de 2014.

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