Secretário do Tesouro diz que momento requer intervenções

O secretário adjunto do Tesouro Nacional, José Antonio Gragnani, acredita que rapidamente o mercado perceberá que as condições macroeconômicas da economia brasileira não condizem com os preços dos ativos atualmente. Para ele, a partir daí, a volatilidade (oscilação) tende a diminuir no curto prazo. O momento, segundo o secretário, requer cautela do governo e intervenções pontuais para corrigir distorções "acima do aceitável"."Temos que acompanhar o mercado de títulos como um todo e também o resto do mundo. O momento é de análise e adoção de medidas pontuais para melhorar o dinamismo do mercado", afirmou, citando como exemplo a atuação do Tesouro Nacional, recomprando títulos públicos com juros pós- fixados (LFT) e vendendo lotes menores para a mesma data de vencimento como forma de dar um parâmetro de preços desses títulos para o mercado. Taxa de risco é maior também para outros países Gragnani destacou ainda que risco Brasil ? taxa que mede a desconfiança do investidor em relação à capacidade de pagamento da dívida ? a 800 pontos não é aceitável. Citou que essa turbulência não é uma exclusividade da economia brasileira."De abril para cá o risco Brasil aumentou 45%. O do México, que já fez um ajuste grande e é classificado como investiment grade (nível que indica opção para investimento), teve aumento de 41%. Isso mostra que todos os países emergentes sofreram. É um problema de rearranjo da liquidez mundial", disse. O trabalho do governo neste momento, afirma, é garantir que essa volatilidade tenha menor impacto possível na economia. Destacou ainda que se o Brasil não tivesse feito o ajuste fiscal dos últimos anos, melhorado o perfil da dívida pública e reduzido a necessidade de financiamento externo, "muito provavelmente estaria sofrendo muito mais neste momento".

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